segunda-feira, 30 de julho de 2012

Problema de expressão?

O meu anterior pseudo-chefe fechava sempre os olhos em jeito de elevada concentração mental sempre que eu proferia mais de 10 palavras seguidas. Fazia-me sentir uma autêntica intelectual...

A minha actual pseudo-chefe disse-me hoje que eu consigo estar a falar durante 10 minutos e ela consegue não entender nada. Motivador, hein?

Tudo numa boa e com risos à mistura, é certo, mas a mim dá que pensar. Eu acho que até uso linguagem de senso comum, mas pelos vistos não o suficiente.

Há situações em que temos mesmo de chamar os bois pelos nomes, por mais estrangeiros que eles soem, pá! E além do mais há nisto um certo espírito pedagógico. Só não vê quem não quer. Ou quem não pode...

domingo, 29 de julho de 2012

Difícil de entender

Porque é que há pessoas que relatam cada espirro, cada bocejo e quase cada piscar de olhos no facebook? Já excluí do meu feed algumas que tais e parece que vou ter de alastrar a erradicação.

Há depois outras que vêm contar a vida pessoal com todos os pormenores como se estivessem na sofá do psicólogo a ser espremidas até à exaustão. E ainda por cima a maioria escreve mal que se farta. Mas não devem sabê-lo porque se soubessem teriam certamente vergonha de tão triste exibição. Ou talvez não. Porque há valores que só alguns temos e que aos olhos dos outros são mesquinhices e manias. Seja...

De facto, se calhar é uma pena que o facebook seja gratuito. É que não há mesmo forma melhor de fazer selecção natural obrigando a malta a pagar.

Saturada dos traques e profundezas alheias!!! Salvo seja.

Programação sentimental

Devia existir. Não importa como, se à distância, tipo telecomando de televisor, se radical, tipo cabos do filme Existence. Seria bastante contra-natura, tal como a definimos, mas se a natureza já é desafiada em tantos aspectos, só mais um não faria grande diferença, pois não? E poupar-nos-ia a sentir sem sentido, a sonhar sem verdade e a lutar contra nós próprios. Tentador...

sábado, 21 de julho de 2012

Equador

Grande livro. Superou muitíssimo as minhas expectativas. Não que não tivesse ouvido as inúmeras críticas positivas e sabido das também inúmeras tiragens que tem. Mas a verdade é que eu não vou normalmente em vícios e aclamações das multidões e achei que não me fascinaria, daí ter protelado até agora a sua leitura.

Brilhante trabalho de pesquisa histórica que até consegue alapar-lhe uma (inconsciente) desinteressada por tais temáticas. Eu, entenda-se.

O final é surpreendente e trágico. Demasiado trágico até. Senti-me como se tivessem tirado o tapete que me sustentava, tendo vindo por ai abaixo, e só parando quando voltei a ter discernimento para perceber que aquilo era contudo ficção, e ficção alheia. Aspecto deveras importante este. É que cada um de nós também tem as suas próprias ficções (a que muitas vezes gostamos de chamar sonhos) e o mergulho é por vezes tão profundo que custa vir à tona da crua e nua realidade.

Equador é isto. Uma sustentada construção e repentina desconstrução de sonhos que nos relembra que a ficção se baseia afinal na realidade.
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Outlier

Já me chamaram coisas piores. E parece que sou mesmo. Feliz ou infelizmente, eis a questão.
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