quinta-feira, 26 de abril de 2012

Diferentes realidades

... e diferentes necessidades.

Ao fim de um dia de trabalho esgotante, o que me apetece é estar com os meus botões e não ter ninguém a gastar-me ainda mais a já desgastada cabeça. Talvez seja egoísmo, falta de resistência, impaciência, ou então somente uma característica como outra qualquer e até, eventualmente, válida e aceitável.

Aos meus pais o que lhes apetece à noite é ouvir-me e ver-me e saber do meu dia e conversar até mais não. O desfabafo até é bom e sabe bem ter com quem o fazer. Mas que a sensação de transportar as agruras do trabalho noite dentro e a sensação de não ser compreendida quando peço algum espaço e tempo, me consomem, é inegável. E a pressão é tanta que as lágrimas só não saltam para não parecer a mim própria excessiva e inultimente dramática e rídicula.

Há dias assim...
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