sexta-feira, 16 de março de 2012

Surpresa ou nem por isso?

Hoje perguntaram-me sem mais nem menos se podemos pôr preservativos no forno. Sendo que é suposto comercializá-los a seguir.

Eu diria, e disse, que não.

Mas inesperadamente há quem diga que sim. Há algum empirismo neste parecer, desconfio.

O exemplo dado foi: É como se fores pôr a mão num forno quente. Não a deixas lá 1 minuto, mas uns segunditos não faz mal nenhum.

Será que os preservativos têm goelas para se queixar do queimor antes de morrerem para a vida? Hhhhmmmm... diria que não. A não ser que sejam high-tech!

E foram feitos testes para ver se é possível? Digo eu do alto a minha "ignorância". Hhhhmmmm... pois, parece que não!

Como diria a outra: É metermo-nos numa banheira cheia de água e cortar os pulsos!!!
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Lloyd Cole mágico

Ouvir Lloyd Cole é sempre uma experiência e tanto. Ver Lloyd Cole ao vivo é uma experiência que fica difícil de descrever por palavras, dada a carga sensorial da coisa.

Lloyd Cole é uma figura peculiar. Entra em palco com postura de culpado de um qualquer crime hediondo. Como se quem o espera estivesse ali para o julgar severamente. Não acho que seja "género". Parece-me ser mesmo um comportamento genuíno de um ser simplesmente tímido e algo expectante ou até ansioso.

Lloyd Cole não precisaria de dialogar com o seu público para o captar. Quem lá está, está de corpo e alma com a forte convicção de que bastam a voz e a guitarra. Claro que a interacção acaba por ser uma mais-valia porque este senhor tem o condão de ser daquelas pessoas das quais saem poucas mas boas. Até se obriga a fazer merchandising durante a actuação. Pelos vistos os CDs e as t-shirts nao têm tido tanta saída quanto o desejável. Mas são de algodão de boa qualidade, diz ele a tentar converter-nos. E tem piada, o magano!

A verdade é que há oportunidades na vida que não devemos desperdiçar e esta foi muito bem agarrada pela minha pessoa, diga-se em abono da verdade.

Ficaria a ouvir Lloyd Cole até à eternidade. Parece que é verdade o que dizem. Não há mesmo amor - musical - como o primeiro!
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domingo, 4 de março de 2012

sábado, 3 de março de 2012

Escrito nas estrelas

Muitos aspiram ser artistas. No entanto, só alguns conseguem sê-lo. Ser artista implica invadir almas e fazê-las transportar-se a um plano que não é terreno, mas sim estrelar.

Ver e ouvir Carminho em palco é o paradigma desta assunção. Alma é muito mais do que o nome de uma obra musical. Alma é possivelmente a mais certeira das palavras que definem a artista. O auditório Olga Cadaval rendeu-se inteiramente ao talento, musicalidade, inspiração e naturalidade que de Carminho transbordam. Aconteceu um crescendo notório de envolvência e cumplicidades impossível de esquecer. Carminho canta para si própria mas chega a nós como ninguém. E haverá maior lisonja para um público do que sentir que alguém plenamente seguro de si e altamente perfeccionista, lhe quer agradar tanto como a si próprio?

Por mais palavras com que se tente descrever a experiência de ver e ouvir Carminho em palco, ficará sempre a sensação de que tudo ficou por dizer e contar. Há toda uma garra fadista entranhada que nos faz reviver o fado bairrista e gingão de antigamente mas em simultâneo inundam-nos uma doçura e tranquilidade indescritíveis. Talvez seja por isto mesmo, o facto de indiciar uma certa contradição, que nos faz ficar completamente fixados e dependentes e que querer que não mais termine.

"És grande, Carminho!" fez alguém impor a sua voz do meio do público a certa altura. A humildade e carinho com que a artista recebe o elogio são comoventes. Mas é toda uma comoção que lhe sai da alma claramente sem a mínima pretensão de o mostrar e isso comove-nos.

Que bom que Carminho encontrou o seu caminho. Que bom que nós a encontrámos também!