sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Repugnância é...

... quando vamos ao ginásio ao final do dia e temos de levar com o bafo a álcool de um jovem senhor de boas famílias que aclama ter vindo directamente do solzinho da sua piscina, onde se estava tão bem. E levar com a mão do dito em cima da nossa coxa, com ares de engatatão dissimulado, funciona como mais uma pitada(zona) para o efeito. Sem dúvida que prefiro levar com o odor dos suores alheios durante 50 minutos. E olhem que também não é fácil...

Blhec!!!
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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Receita precisa-se

Qual a receita milagrosa para a rotina semanal não nos enfadar?

Uma semana e meia depois de retomado o trabalho após as férias, já estou novamente com aquela sensação de vazio e de insatisfação, que se manifestam principalmente pela noite. Durante o dia há habitualmente irritação, pelo que não há tempo para pensar em vazios e afins.

Estava tão bem disposta até ontem e de repente abate-se sobre mim este negrume...

Gostaria de ser dona do meu tempo.

Gostaria de sentir esperança no futuro.

Gostaria de gostar...
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Tenho constatado recentemente que algumas actividades que me davam imenso prazer num passado não tão longínquo assim, agora não dão mais. Mais do que um sinal dos tempos, isto deve ser mesmo sinal de que a idade conta... e muito.

Eu papava tudo o que era concurso de novos talentos musicais. E agora incomodam-me. Talvez não todos, porque aqueles programas conduzidos em estúdio em que houve uma pré-selecção bastante cuidadosa, ainda me vão conseguindo cativar, se bem que não me façam deixar de fazer programas fora de casa à sua hora, com antigamente acontecia.

Os que me incomodam mesmo neste momento são aqueles em que aparece gente que não canta de todo, mas que até acha que canta, e gente que cantando alguma coisa, acaba por não saber muito bem se se quer colar ao original ou se quer criar uma versão própria. E o pior é que a coisa não resulta nem de uma forma nem de outra porque soa a esforço sobre-humano, titubeante e a desafinanço constante.

Como em tudo na vida, ou se tem personalidade musical ou não se tem, e apesar de haver por aí muito moçoilo e moçoila com projecção que não a tem, acho que este mercado já está um pouco saturado de vozes que não trazem qualquer valor acrescentado.

Mas tudo bem, os concursos de talentos acabam por ser uma forma de divulgar verdadeiros novos talentos e não se pode impedir que por lá passem outros não tão grande talentos cheios de vontade que se lhes reconheça (finalmente, no caso de alguns) o talento escondido...
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Aaaaiiii!!!

Tava a entrar no auto-estrada e o carro ia-me albarroando.

Será possível? Pois, parece que sim.

Chora-se ou ri-se (de nervos, claro)?

PS: E para aqueles que conhecem uma certa autora da última calinada, não é a mesma, não...

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domingo, 7 de agosto de 2011

Demência é...

... quando procuramos desesperadamente a lente de contacto dentro do olho para a remover, achamos estranho não a localizar, retiramos o dedo, olhamo-nos no espelho e percebemos que estamos a ver mal. É que afinal não está lá lente nenhuma porque o acto era mesmo colocar e não retirar. Confusões quotidianas...

Mas que me tem acontecido frequentemente, tem.
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Dentro de um coração que se diz grande...

... cabe muita gente. Mas isso não é necessariamente positivo porque há corações dos quais faríamos questão de sermos titulares absolutos e incontestáveis.

Um coração incapaz de oferecer exclusividade não é um coração maduro.

Um coração que não abdica de si mesmo é um coração egoísta.

Um coração que sente de forma intermitente não é um coração puro.

Os corações são diferentes e a grandeza está na capacidade de reconhecê-lo e não condená-lo, mas também de não acompanhá-lo...
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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Gosto!



É mesmo isto. Os se da nossa vida mudam-lhe o rumo e quando damos por eles já fomos e podemos ter ou não saltado na direcção correcta, sonhado ou não um sonho real e cantado ou não a melodia certa.

Mas tinha de ser assim, não tinha? Afinal de contas, não somos omipotentes.

Tempos de mudança

É impressionante a debandada que os pequenos centros comerciais que fizeram furor há 15 ou 20 anos tiveram nos últimos anos. Dá-me pena entrar nos sítios e ver cada vez mais lojas fechadas e os espaços comuns com ar desertificado e empoeirado.

A pergunta que se impõe é: O que substituirá num futuro (não tão próximo, certamente) os centros comerciais megalómanos (e todos iguais invariavelmente) que encantam miúdos e graúdos destes, ainda modernos, tempos?

Os anos passam e é impossível ficar indiferente porque as evidências de que eles correm teimam em pular à frente dos olhos e por mais que possamos querer esforçar-nos para não estar atentos à corrida, ela derruba-nos a cada momento e faz-nos sentir muito pequenitos e insignificantes neste universo.