quinta-feira, 7 de abril de 2011

Trabalhar não tem de ser uma tortura!

Ninguém paga o suficiente a ninguém para se irritar e sofrer de tal modo e com tal frequência que precipite um AVC precoce. Ouço falar de tantos casos de gente nova com elevados níveis de stress que bate a bota ou fica com sequelas para toda a vida, que nem gosto muito de pensar nisso porque até fico a achar que estou a atrair coisas menos boas.

É muito bom gostar do que se faz. É o meu caso, felizmente. Mas é muito, muito mau ser enervado quase de minuto a minuto. A concorrência não perdoa. A exigência de resultados também não. Mas o pior do mundo são as pessoas que dizem que fazem mas que nunca chegam efectivamente a fazer. E pior do que não fazer é impontar as suas obrigações para o parceiro do lado com a maior das naturalidades. E quando o parceiro do lado não atende ao chamamento e até dá uns coices bem dados, este é acusado de ser mau colega e de ter falta de espírito de equipa. Porquê? Porque não está a fazer aquilo que não é da sua competência mas que alguém se lembrou de lhe mandar para as costas (largas). É a justiça ao seu mais alto nível, diria.

Já tive muitos acessos destes e lá vão passando, mas há um dia em que a tampa salta porque a acumulação de pressão faz estourar a geringonça.

Tenho de mudar de vida! Não é certamente a melhor altura - economicamente falando - para tomar esta decisão, mas a verdade é que prezo demais a minha vida para a pôr em risco e sinto que é o que faço a cada momento em que o coração quase me salta do peito com a irritação. O corpo humano tem os seus limites e eu não quero exaurir muito mais o meu. .

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