sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Os ricos estão cada vez mais ricos...

... e como acaba a frase toda a gente sabe, por isso vou abdicar da menção ao óbvio.

Toda a minha vida na dependência dos meus pais e mesmo até uns 2 ou 3 anos depois de me tornar trabalhadora foi vivida a pagar as contas de saúde na totalidade porque não havia direito a seguros de saúde nem a acordos com sistemas de saúde com comparticipações dignas de nota. Diga-se, em abono da verdade, que até certa altura nem sabia que havia quem tivesse a benesse de pagar apenas uma irrisória quantia das despesas, por isso nem achava que fossemos uns grandes injustiçados.

Hoje deparei-me com o paradigma de que a vida está mesmo de feição para os que não são menos abonados (atenção que não usei a expressão mais abonados). Entro numa óptica com uma receita de lentes de contacto, pergunto o preço de 1 caixa de lentes para 6 meses e dizem-me que custa 71 €. Como já tinha feito umas pesquisas na internet e constatei que os preços são mais baixos, disse simpaticamente à senhora que não iria encomendar já. A senhora mirou a receita e perguntou se eu tinha desconto directo pelo seguro de saúde (sim, a menção à existência de um seguro vinha na receita, facto que me passou despercebido). Disse-lhe que achava que não, ou seja, teria de pagar a factura e depois então submeteria para comparticipação. Surpreendentemente, a senhora informa-me que só pelo facto de ter acordo com aquele seguro tenho à cabeça um desconto de 30 % (ou seja, os 71 € passam de repente a 50 €), e depois ainda posso submeter a despesa ao seguro (cuja comparticipação é 80 %). A senhora entretanto verifica no sistema informático se tenho direito a desconto directo e, voilá!, tenho. Significa isto que o preço de cada caixa é subitamente reduzido a 10 €.

Porreiro, não?

Para mim, sim.

Então e para os outros? Reforce-se que a parte chocante é a do desconto imediato de 30% só por se ser um indivíduo bafejado pela sorte...

Há coisas que não se entendem e esta é, claramente, uma delas.
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Frase irritante do momento (III)

Nós agora queremos ir com...

Na verdade, e dissecando, não é bem assim. A terceira pessoa do plural é erradamente usada, uma vez que a vontade é de uma pessoa. Da pessoa que se lembrou que quer ir assim, nem que haja mais mil pessoas a saber que é errado e até a dizê-lo. Acho que no outro dia já fiz a pergunta incómoda, Nós quem?, mas a resposta foi um balbuciar de interjeições e palavras desconexas, que só vem corroborar a minha teoria.

Não tendo direito a post exclusivo porque não é uma frase, não posso deixar de partilhar que há uma interjeição que me vem vindo a incomodar bastante de há uns tempos para cá: Uuuuiiiii! Eriça-se-me qualquer coisa cá dentro só de ouvi-la (principalmente de uma certa boca).
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É giro ter seguidores!

Mais giro ainda é não saber quem são nem porque me seguem. Fica a dúvida, foi um clique inadvertido? Um determinado tema que sucitou o interesse? A forma de escrever? Outro?

Seja como for, obrigada!
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