quinta-feira, 10 de junho de 2010

Medo!

Uma das últimas vezes que tive o prazer de olhar para o Inbox da minha última chefe do meu anterior emprego, ela ostentava para cima de 5 mil emails (sim, 5000!!!) . O número não era muito diferente do do Inbox da minha anterior chefe do actual emprego há cerca de 1 ano: mais de 2 mil!

A invasão das caixas de email laborais é um dos temas da actualidade no meio empresarial. Por um lado, pelo facto de ser uma porta de entrada de material válido (e que normalmente requer a nossa atenção e resposta) mas também de muito lixo (os cc's são um inimigo pior que o spam, diria). Por outro lado, porque se assume que a produtividade de alguém (i.e., o quanto bule para merecer o salário no final do mês) é proporcional ao tamanho da dita caixa.

Julgo que há um horror instalado de se assumir que se tem um Inbox manejável. Para mim o verdadeito horror é ter um Inbox a perder de vista. Não sendo propriamente uma caloira nas lides laborais (12 anos de utilização de Outlook em empresas diferentes e com funções diferentes serão mais que suficientes para opinar sobre o tema), não acredito que em 12 anos tenha sistematicamente menos trabalho que o colega do lado e sinto-me no direito de dizer que habitualmente um Inbox milionário significa desorganização. Isto espelha-se quando surgem aqueles diálogos giros do tipo:

- Viu aquele email de fulano tal?
- Ah... sim, sim... e até respondi.
- Respondeu? Então não me fez cópia...
- Deixe-me ver. (5 minutos passam) Que raio!? Eu tenho a certeza que li e respondi! O email deve estar com um problema qualquer.
- Pois... mas então é melhor ver de novo.

Confesso que não digo na minha empresa (a não ser às pessoas que trabalham sob a minha supervisão, na esperança de lhes incutir bons métodos) que 3 dezenas de emails no Inbox é aquilo que considero gerível. Se considerarmos que no Inbox, nos Sent items e nas Tasks estão os assuntos pendentes (a soma total rondará os 70 - 80), parece-me quantidade mais que suficiente de assuntos geríveis pelo (meu) cérebro e que justificam o (meu) salário, não?
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