segunda-feira, 10 de maio de 2010

FFF

Fado, Futebol e Fátima é que está mesmo a dar (quem diria, tantos anos depois?!), não necessariamente por esta ordem. Até me parece que o primeiro agora é mesmo o último. Ou talvez não, se pensarmos que o nosso fado é mesmo sermos pequeninos (mas fazermo-nos grandes), interesseiros (mas disfarçarmo-nos de interessados) e lambe-botas (quem, quando, onde, porquê???).

Continuo a achar que há causas bem mais válidas do que festejar noite dentro vitórias futebolísticas e engalanar superfícies desprevenidas com cachecois e outros que tais.

Continuo também a achar que, à conta da vinda do papa, há para aí muita gente que anda a fingir fartar-se de trabalhar. Limpar as ruas de viaturas para a vinda do papa é como limpar um escritório (cestos do lixo incluídos) em dia de visita estrangeira. Fantochadas. Se as coisas funcionassem como deviam (bem), não seriam necessárias medidas correctivas e camufladoras de últimas hora só para VIP e papa verem. Mas eu tenho mesmo esta mania de achar que as coisas ou são sentidas e reais ou então não vale a pena fingi-las. Para quê enganar alguns durante parte do tempo? Porque não temos coragem de assumir que somos seres imperfeitos que muitas vezes, como bons humanos, não conseguimos corresponder às expectativas elevadas que depositaram em nós?

Ok, vamos lá pensar que tudo isto é mesmo só por uma questão de facilitar o visionamento do povo ao papamóvel e vice-versa e que não se trata de nenhuma tentativa de ludibriar alguém.

Mas cuidado com os cachecois, há que advertir, porque é bem possível que os Fs se misturem por aí...

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