sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Um mal nunca vem só

O que poderá ser pior do que à primeira ou segunda garfada de uma refeição encontrar um insectozito lá no fundo de um vale de um recorte de uma folha de alface? 1, 2, 3... pronto, perderam. A resposta é: Encontrar dois insectozitos jazendo cada qual em seu vale da dita folha. Um era preto, outro era castanho e a minha refeição ia indo p'ro... ya... para aí mesmo. Viva a diversidade faunística (ainda que post-morten) que habita a flora comível. E vivam os processos de higienização das cozinhas dos lugares que promovem o estreito convívio inter-espécie, vulgo, (alguns) restaurantes e restaurantezinhos.

Resultado da brincadeira: Saladinha nutritiva para trás e novo prato composto apenas por proteínas e hidratos de carbono.

Pior pensamento do dia: Quantos já terão ido cá p'ra dentro sem serem percebidos? :s
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2 comentários:

Anónimo disse...

Deixa estar... o que não mata, engorda. Em algumas culturas os insectos são apreciados como acepipes e servidos propositadamente. Infelizmente, quando isto sucede num restaurante português e, claramente, não são solicitados ou existem na ementa, aí o caso muda de figura. Sinal de que as cozinhas, os cozinheiros, manipuladores de comida e conjunto de empregados não liga por aí além ao que leva à mesa do cliente e as condições de confecção dos alimentos deve ser um vasto mundo à escala microscópica de insectos, bactérias e outros seres mínusculos... Por tudo isto, por vezes é melhor viver na ignorância, não olhar muito para o que se come e viver mais ou menos feliz dessa forma.

Dream on disse...

Sabes que eu costumo usar essa máxima na tua primeira frase mas engordar também não é algo que eu deseje, como tal parece-me que me fico mesmo pela comida insect free. Esta semana voltei ao local uma vez (acaba por ser o mais perto, rápido e prático para almoçar) e estava lá uma colega minha à qual me juntei. Contei-lhe a peripécia da bicheza (as pessoas têm de estar informadas, certo?) e ela arregalou os olhos e perguntou como é que eu tinha sido capaz de voltar. Eu nem consegui verbalizar mas fiz um ar que ela concluiu que significava "por necessidade" e ela própria o verbalizou. E não é que é mesmo?