domingo, 14 de fevereiro de 2010

Sem espinhas

Dezoito anos passam num ápice. Fui ontem jantar com uma amiga que conheci no 1º ano de faculdade, ou seja, no final de 1990. No ano seguinte nasceu um primo dela e recordo-me da excitação que foi na família porque era o primeiro bebé em muitos anos. Acabei por conhecer o miúdo e vê-lo de quando em quando. Julgo que a última vez que estivemos juntos teria aí uns 12 anos. Entrou para a universidade no ano passado mas no meu cérebro continuava com aquela imagem de miúdo de 12 anos intelectualóide mas já a despertar para a rebeldia típica dos adolescentes.

Hoje lembrei-me de lhe seguir o rasto no Facebook através da ligação da minha amiga e confesso que não estava muito preparada para o que vi. O miúdo imberbe deu lugar a um jovem com uma figura invejável que de certeza não passa despercebida à população feminina, o que se comprova pelas fotos do perfil, em que está sempre rodeado delas por todos os lados (literalmente).

Oh pá... nem sei que diga. Por mais que tenhamos consciência de que a vida é mesmo isto - nascer, viver e morrer - julgo que só nos apercebemos verdadeiramente deste curso inevitável quando nos deparamos com este tipo de evidências. Curiosamente não me sinto nostálgica nem triste por já ter um avanço de 18 sem dar por isso. Sinto que todos os momentos da vida têm os seus encantos e que as forças divinas deveriam permitir-nos vivê-los da melhor forma todos os dias. Claro que cada um de nós de tem de dar um empurrãozinho para ajudar à festa. E às vezes dos grandes!

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