terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Yo soy una persona simple

E eu não, oh caramelo?

É capaz de não ser muito positivo ou pelo menos ser food for thought quando uma pessoa nos arruma com esta frase duas vezes em menos de duas semanas. Ou melhor, considerando que vem de um macho, sendo eu uma fêmea, haverá atenuante cá para o meu lado, uma vez que eles na generalidade nos acham sempre muy complicaditas.

Diz que escrevo e-mails muito grandes e que por vezes tem dificuldade em entender (ensino especial, talvez?! Ou bastarão umas lições de Português e Inglês?!).

Olha, sabes que mais? Temos pena....

(mas tudo tranquilo... como ele tem ar de puto traquina mas inocente, habitualmente demove-me de exercer o meu reconhecido mau feitio, pelo que só ainda conseguiu ver o meu verdadeiro ar 33 uma vez. Not too bad for a crap... :p)

De coração transbordante

Costuma dizer-se que o melhor do mundo são as crianças e há que concordar com esta máxima. Não tanto pela graça natural que têm mas principalmente pela personalidade genuina e pureza que encerram.

Os prazeres mais recentes da minha existência? Deixar o meu afilhado de 20 meses despentear-me e pentear-me (bem... não era bem pentear, era mais despentear o já despenteado) durante minutos a fio, de caras quase coladas e olhares fixos e risos e muitas carantonhas de parte a parte.

Ouvir o meu afilhado dizer "mad(r)inha" vezes sem conta (nota-se uma evolução digna de nota, já que há uns mesinhos era "nhinhanhinha", expressão, de resto, igualmente saborosa aos meus ouvidos de madrinha babada) e rir e correr e esconder-se e fazer trejeitos sedutores na minha direcção.

O melhor de tudo, ter conseguido sossegar esta criança super-hiper-mega -enérgica no meu colo para cima de 40 minutos, durante os quais ambos descobríamos as maravilhas de um livro cheio de cores, formas e palavras. "Abe", dizia ele impacientemente quando surgia uma página com um desenho ocultado. "É azul?" "É amarelo?" espicaçava eu para o tentar fazer proferir a palavra "verde", algo em que não consegui ser bem sucedida.

Só uma coisa teve a força para interromper este momento. Uma bandeja com um copo de chá e um naco de pão, que o fez largar sofá, livro e madrinha e saltitar em direcção a ela gritando "cháginhuuuuu" de forma entusiamada (e sequiosa). Pois... que criança que se preza tem prioridades na vida e faz questão de as deixar bem patentes sem necessidade de explicações pelo meio!
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

My specialty

Do you see this woman?

This is me on a daily basis at work.

Am I fed up with this?

Yes, I am.

Would I choose a different way of life if I could?

Hhhhmmmm... I am sure I would.

Would I choose staying under a banana tree with my arms crossed just watching the view?

Certainly not.

Why do I complain then?

Hhhhmmmm... was this really complaining?

100 % sure of something: This way of life will not last forever. :)

É pedir muito?


Tudo bem que todas as estações são necessárias e a chuva serve, quanto mais não seja, para calar os agricultores (desde que q.b., caso contrário ainda os ouvimos mais) mas parece-me a mim, que até sou um pouco distraída, que o Inverno já cá canta há demasiado tempo.

Eu preciso de luz, OK? Por favor?
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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Sem espinhas

Dezoito anos passam num ápice. Fui ontem jantar com uma amiga que conheci no 1º ano de faculdade, ou seja, no final de 1990. No ano seguinte nasceu um primo dela e recordo-me da excitação que foi na família porque era o primeiro bebé em muitos anos. Acabei por conhecer o miúdo e vê-lo de quando em quando. Julgo que a última vez que estivemos juntos teria aí uns 12 anos. Entrou para a universidade no ano passado mas no meu cérebro continuava com aquela imagem de miúdo de 12 anos intelectualóide mas já a despertar para a rebeldia típica dos adolescentes.

Hoje lembrei-me de lhe seguir o rasto no Facebook através da ligação da minha amiga e confesso que não estava muito preparada para o que vi. O miúdo imberbe deu lugar a um jovem com uma figura invejável que de certeza não passa despercebida à população feminina, o que se comprova pelas fotos do perfil, em que está sempre rodeado delas por todos os lados (literalmente).

Oh pá... nem sei que diga. Por mais que tenhamos consciência de que a vida é mesmo isto - nascer, viver e morrer - julgo que só nos apercebemos verdadeiramente deste curso inevitável quando nos deparamos com este tipo de evidências. Curiosamente não me sinto nostálgica nem triste por já ter um avanço de 18 sem dar por isso. Sinto que todos os momentos da vida têm os seus encantos e que as forças divinas deveriam permitir-nos vivê-los da melhor forma todos os dias. Claro que cada um de nós de tem de dar um empurrãozinho para ajudar à festa. E às vezes dos grandes!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Um mal nunca vem só

O que poderá ser pior do que à primeira ou segunda garfada de uma refeição encontrar um insectozito lá no fundo de um vale de um recorte de uma folha de alface? 1, 2, 3... pronto, perderam. A resposta é: Encontrar dois insectozitos jazendo cada qual em seu vale da dita folha. Um era preto, outro era castanho e a minha refeição ia indo p'ro... ya... para aí mesmo. Viva a diversidade faunística (ainda que post-morten) que habita a flora comível. E vivam os processos de higienização das cozinhas dos lugares que promovem o estreito convívio inter-espécie, vulgo, (alguns) restaurantes e restaurantezinhos.

Resultado da brincadeira: Saladinha nutritiva para trás e novo prato composto apenas por proteínas e hidratos de carbono.

Pior pensamento do dia: Quantos já terão ido cá p'ra dentro sem serem percebidos? :s
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