quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O espírito Natalício

Entra e sai dos corpos com uma facilidade assombrosa. Num momento faz-se uma exaltação a todas as tradições da época, com detalhes exaustivos que chegam a cansar mas que, pronto, lá se aturam. No momento seguinte, pois que o tal do espírito foi para parte incerta e vem à superfície toda a frustração, maldade e irracionalidade que aí habitam.

O Natal é mesmo isto. Dar hoje para receber hoje. Amanhã é outro dia e como já não será Natal ninguém vai reparar se em vez de darmos, tiramos, e se em vez de receber, escoiceamos.

Feliz Natal para aqueles que fazem de todos os dias um verdadeiro Natal.


Nota: Foto surripiada em http://www.differentclassradio.co.uk/index.php/christmas-party/.
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Damien or Deslandes?

Hard to decide but baby Deslandes did it incredibly well! It made my day.




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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Frase irritante do momento (IV)

Fica tudo como manda a lei.

A lei sou eu, sim e so what? Pena é que a lei seja ignorada e antagonizada a cada instante.

À beira de um ataque de nervos de gaja quase histérica.
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Faz-me impressão!

Aquelas pessoas que enchem os pratos até transbordar quando o preço da refeição é fixado por prato. Aposto que 80 % pelo menos não conseguem engolir tudo aquilo que se propuseram retirar do prato e estômago de outro(s). Dir-me-ão alguns de vós que estão no seu perfeito direito. Talvez sim, mas a alarvidade choca-me. Tenho dito!


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sexpert

Foi a palavra aprendida hoje.

Eu mais 7 tipos enfiados numa sala durante 4 horas e meia a discutir preservativos, lubrificantes e géneros afins.

Só visto, porque contado ninguém acredita. Eu estive lá e ainda me custa...
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Vénias, senhor Bublé!

Eu, que costumava referir-me ao senhor como ele é um bocado canastrão, fiquei completamente rendida ontem (ou melhor, anteontem, dada a hora tardia) a este génio, não só musical, mas também social. Um concerto que (por falta de conhecimento) se me afigurava como vindo a ser para o tranquilo, acabou por descambar num total levantamento de rabiosque da cadeira, com direito até a fazer do assento da cadeira, chão, imagine-se!

Fenomenal. Brilhante. Emocionante. Hilariante. Arrebatador. Um dos melhores concertos a que já assisti.

Um desejo: Que o 2º concerto tenha sido tão bom ou melhor (vá, melhor também não! Êta, ruindade!).

Best wishes, Mister Bublé! You deserve it!
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Estarei a perder qualidades?

De casca grossa? A famosa?

Hoje, a propósito de uma recente vitória laboral, escreve-me um colega o seguinte excerto no meio de uma frase:

É sempre um prazer trabalhar contigo com esse teu ar doce...

Teve a sua piada, lá isso teve! E confesso que também soube bem ler. Haja alguém que me vê com outros olhos. Ele até já me viu com as manguinhas de fora, mas como não lhe estavam apontadas, até deve ter achado giro. Só pode!!!
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O requinte da finalização



Não está um miminho? É o meu quarto depois da passagem de um vendaval chamado empregada doméstica.

Sou daquelas pessoas que acha que para se ensinar a fazer bem, tem de se saber fazer bem também. Gosto de ensinar e de explicar a forma que considero certa. Mas não me lembro de explicar o óbvio. E nem acho que se de uma pessoa com a mínima noção do conceito arrumação se tratasse, tivesse de o fazer.

Como costumo dizer, a minha empregada desarruma-me a casa, não a arruma! Pelo menos limpa e engoma mais ou menos decentemente (embora já tenha desgraçado umas 3 peças de roupa - esticanços irreversíveis de malhas ou rasgões por ferro quente). Se calhar já devia dar graças a Deus por este facto e não me queixar de pormenorzecos...

Há pelo menos 5 detalhes chocantes nesta imagem.

Querem enumerá-los?

(Não é uma charada tão interessante quanto aquelas de descobrir através do rasto quem é o assassino - o que é de louvar, já que estamos a falar do meu quarto - mas pode ser interessante descobrir que afinal sou eu que sou uma picuinhas do pior e a rapariga, afinal de contas, até é perfeitinha.
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Alguma alma caridosa?

Que me explique qual é a definição no Windows Live Messenger que me mantém no estado de Ausente apesar de estar, efectivamente, presente e aceder a páginas de internet como por exemplo o email? Isto só me acontece com esta versão e já percorri e voltei a percorrer os menus e não acho o gato.

Obrigadinhux!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Os ricos estão cada vez mais ricos...

... e como acaba a frase toda a gente sabe, por isso vou abdicar da menção ao óbvio.

Toda a minha vida na dependência dos meus pais e mesmo até uns 2 ou 3 anos depois de me tornar trabalhadora foi vivida a pagar as contas de saúde na totalidade porque não havia direito a seguros de saúde nem a acordos com sistemas de saúde com comparticipações dignas de nota. Diga-se, em abono da verdade, que até certa altura nem sabia que havia quem tivesse a benesse de pagar apenas uma irrisória quantia das despesas, por isso nem achava que fossemos uns grandes injustiçados.

Hoje deparei-me com o paradigma de que a vida está mesmo de feição para os que não são menos abonados (atenção que não usei a expressão mais abonados). Entro numa óptica com uma receita de lentes de contacto, pergunto o preço de 1 caixa de lentes para 6 meses e dizem-me que custa 71 €. Como já tinha feito umas pesquisas na internet e constatei que os preços são mais baixos, disse simpaticamente à senhora que não iria encomendar já. A senhora mirou a receita e perguntou se eu tinha desconto directo pelo seguro de saúde (sim, a menção à existência de um seguro vinha na receita, facto que me passou despercebido). Disse-lhe que achava que não, ou seja, teria de pagar a factura e depois então submeteria para comparticipação. Surpreendentemente, a senhora informa-me que só pelo facto de ter acordo com aquele seguro tenho à cabeça um desconto de 30 % (ou seja, os 71 € passam de repente a 50 €), e depois ainda posso submeter a despesa ao seguro (cuja comparticipação é 80 %). A senhora entretanto verifica no sistema informático se tenho direito a desconto directo e, voilá!, tenho. Significa isto que o preço de cada caixa é subitamente reduzido a 10 €.

Porreiro, não?

Para mim, sim.

Então e para os outros? Reforce-se que a parte chocante é a do desconto imediato de 30% só por se ser um indivíduo bafejado pela sorte...

Há coisas que não se entendem e esta é, claramente, uma delas.
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Frase irritante do momento (III)

Nós agora queremos ir com...

Na verdade, e dissecando, não é bem assim. A terceira pessoa do plural é erradamente usada, uma vez que a vontade é de uma pessoa. Da pessoa que se lembrou que quer ir assim, nem que haja mais mil pessoas a saber que é errado e até a dizê-lo. Acho que no outro dia já fiz a pergunta incómoda, Nós quem?, mas a resposta foi um balbuciar de interjeições e palavras desconexas, que só vem corroborar a minha teoria.

Não tendo direito a post exclusivo porque não é uma frase, não posso deixar de partilhar que há uma interjeição que me vem vindo a incomodar bastante de há uns tempos para cá: Uuuuiiiii! Eriça-se-me qualquer coisa cá dentro só de ouvi-la (principalmente de uma certa boca).
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É giro ter seguidores!

Mais giro ainda é não saber quem são nem porque me seguem. Fica a dúvida, foi um clique inadvertido? Um determinado tema que sucitou o interesse? A forma de escrever? Outro?

Seja como for, obrigada!
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sábado, 21 de agosto de 2010

8 days ago

A big WOW!!!




And this guy's the best!

Ricardo Afonso
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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ah e tal... a vida é curta...

... e não vale a pena chatearmo-nos.

Será que é assim? Eu acho que, exactamente porque ela tem duração limitada e somos perfeitos desconhecedores da mesma, devemos mesmo chatear-nos quando isso signifique lutar para que os dias que ela nos dá sejam mais coloridos e plenos de motivos de viver.

Não à sede de estar em tudo e em todas só para dizer que se desfruta tudo ao máximo. Será que se desfruta assim tanto? Não valerá mais fazer menos mas com mais sentido?

Não à aceitação das injustiças de terceiros para connosco só porque, afinal de contas, até dá mais trabalho combatê-las. Se fomos dotados de coluna vertebral, devemos fazer uso dela para além do puramente físico!

Não à incompetência declarada e sua aceitação por omissão.

Detesto show-off sem qualquer conteúdo ou fundo de verdade associados.

Detesto passividade e seres amorfos daqueles que gostam de se dar bem com toda a gente.

Posso ser contestatária, impetuosa, radical, autoritária e tudo aquilo que de conotação supostamente negativa me queiram chamar mas, sim, prefiro-o anos-luz a tudo o que foi descrito atrás. São formas de viver e esta é a minha, verdadeiramente intensa, ainda que raramente em paz de espírito, dada a natureza da personalidade. Não me arrependo dos ímpetos, radicalismos e autoritarismos, mesmo que isso implique ser considerada um mau elemento. Felizmente, o mundo ainda contém pessoas que pensam e agem desta forma, e, diga lá o que se disser, são esses normalmente que marcam a diferença e fazem o mundo avançar.

Curiosamente, nem houve nada que despertasse este desabafo. Se calhar, foi apenas um afloramento dos maus fígados.
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quarta-feira, 14 de julho de 2010

A arte de bem-fazer mal-entendidos

Mais do que arte, é o domínio absoluto.

Mesa de almoço com dois Ingleses, uma Portuguesa e uma Espanhola.

Espanhola: Today everyone at the aiport was shuting (leia-se o u com som Português)

Inglês (espantado... não, muito espantado!): Shoooootiiiiinnnng????

Espanhola fica em suspenso

Portuguesa não sabe se ri ou se chora e esclarece com ar displicente: Shouting!!!

Inglês: Ah! Shouting!

Moral da história: Tirem-me deste filme!

Tradução para Inglês da moral da história: Fuck! (desta vez o u é Inglês mesmo)

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mas porque é que há dúvidas?

Falo de erros de Português muitíssimo habituais como:

Benvindo em vez de Bem vindo

Concerteza em vez de Com certeza

Secalhar em vez de Se calhar

Apartir em vez de A partir

Mas porquê? Porquê esta mania de juntar 2 em 1? Será que nunca se cruzaram com as palavras bem escritas e lhes causou alguma confusão o facto de estarem escritas de forma diferente? Ou acharão que dá p'ros dois lados?

Gosto especialmente de quando as pessoas estão convictas de que estão certas. Jeeeeeezzz...

E o Onteontem em vez de Anteontem é de tal forma desastroso (e comum) que nem apetece aprofundar. Mais uma vez junção de palavras, desta vez junção correcta mas com a palavra errada (i.e. Ontem em vez de Antes).

Porquê? Hein?
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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Sinto saudade...

... e nem sei muito bem do quê ou de quem. É bem capaz de ser mais dramático do que se conseguisse delinear algo ou alguém, mas estou de pés e mão atadas. De resto, como sempre estive. Mas, curiosamente, sufoca mais o coração.
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Frase irritante do momento (II)

Tecnicamente és muito boa.

Eu dispenso que me digam que sou muito boa. Mas dispenso ainda mais quando me limitam a arena onde brilho para o campo técnico. Já tentei explicar algumas vezes que nacional-porreirice a mais condiciona largamente o desempenho e os resultados a nível técnico, mas fazê-los entender...?

A tampa está quase a descolar da panela. É um facto.
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sábado, 19 de junho de 2010

Heartbroken

However not in that strict sense that would first come to our mind. I feel it more as a bodybroken thing because it affects heart, brain and all my senses. It is hard to describe what the end of a cycle and the beginning of a new one makes to your life. Mixed feelings. Fear. Expectations. Like I told him, eve having had some hard fights, at the end we eventually understood that we were on the same side, fighting for the same goals but defending our beliefs with all our strengths throughout the process with our necessarily different approaches towards subjects. It was good. No, it was great indeed! And I really wish our paths may cross again because relationships of this kind, that make us believe in a kind and wise human nature, are not easy to find. Life's much easier when you have people that you admire surrounding you. At least this is a must in my life to make me feel alive.

Cheers, my good friend!


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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Primeira impressão - Sim ou não?

Há algum tempo ouvi de um colega, a propósito de uma reunião de apresentação que íamos ter à nossa nova directora, que era importante transmitirmos sensação de equipa porque a primeira impressão é a que conta mais. Lamento, mas discordo totalmente e garanto que não é só para ser do contra. A primeira impressão é importante, sem dúvida, porque é a partir dela que criamos expectativas sobre a pessoa e é bem possível que o nosso comportamento se adapte por via dessa primeira impressão. A partir daí, o conteúdo da primeira impressão fica esvaziado. Quantas vezes não ficamos com uma péssima impressão de alguém e depois acabamos por nos supreender positivamente? E quantas vezes não acontece o contrário? Conhecemos alguém que nos parece um doce e depois acaba por se revelar a antítese daquilo que idealizámos.

Muitos de nós usam mecanismos para impressionar o parceiro e muitos de nós revestem-se do seu escudo protector criando uma imagem de impenetrabilidade que depois, com o tempo, acaba por se revelar bem superficial. O ideal mesmo (e lá venho eu com a enfadonha história da coerência, etc e tal) seria que a primeira impressão correspondesse à impressão sustentada porque isso significaria ausência de recurso a comportamentos adaptados. Esta frase também pode ser controversa porque há quem defenda que os comportamentos adaptados são necessários. Talvez o sejam, mas não de modo a mascarar e deturpar grandemente uma personalidade.

Se alguém quiser fazer o obséquio de comentar (nem que sejam os anónimos que me visitam, já que os outros parece que me abandonaram de vez), faça favor. Mas sejam claros. É que das últimas vezes que me deixaram aqui um comentário, o comentário era em inglês e o autor tinha um user de um blog escrito em Japonês (presumo!). O visitante elogiava a forma de escrever. Só não fiquei a perceber se era a minha ou a do spam que tinha posto o primeiro comentário ao post...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Piada do dia

Dois tugas de aspecto duvidoso e badalhoco passeiam-se no paredão daqui. Diz um para o outro ao passarem por mim:

- Olha uma Espanholita boa!

A culpa é toda do ditado "Em Roma sê Romano". Ou então da parolice.

Medo!

Uma das últimas vezes que tive o prazer de olhar para o Inbox da minha última chefe do meu anterior emprego, ela ostentava para cima de 5 mil emails (sim, 5000!!!) . O número não era muito diferente do do Inbox da minha anterior chefe do actual emprego há cerca de 1 ano: mais de 2 mil!

A invasão das caixas de email laborais é um dos temas da actualidade no meio empresarial. Por um lado, pelo facto de ser uma porta de entrada de material válido (e que normalmente requer a nossa atenção e resposta) mas também de muito lixo (os cc's são um inimigo pior que o spam, diria). Por outro lado, porque se assume que a produtividade de alguém (i.e., o quanto bule para merecer o salário no final do mês) é proporcional ao tamanho da dita caixa.

Julgo que há um horror instalado de se assumir que se tem um Inbox manejável. Para mim o verdadeito horror é ter um Inbox a perder de vista. Não sendo propriamente uma caloira nas lides laborais (12 anos de utilização de Outlook em empresas diferentes e com funções diferentes serão mais que suficientes para opinar sobre o tema), não acredito que em 12 anos tenha sistematicamente menos trabalho que o colega do lado e sinto-me no direito de dizer que habitualmente um Inbox milionário significa desorganização. Isto espelha-se quando surgem aqueles diálogos giros do tipo:

- Viu aquele email de fulano tal?
- Ah... sim, sim... e até respondi.
- Respondeu? Então não me fez cópia...
- Deixe-me ver. (5 minutos passam) Que raio!? Eu tenho a certeza que li e respondi! O email deve estar com um problema qualquer.
- Pois... mas então é melhor ver de novo.

Confesso que não digo na minha empresa (a não ser às pessoas que trabalham sob a minha supervisão, na esperança de lhes incutir bons métodos) que 3 dezenas de emails no Inbox é aquilo que considero gerível. Se considerarmos que no Inbox, nos Sent items e nas Tasks estão os assuntos pendentes (a soma total rondará os 70 - 80), parece-me quantidade mais que suficiente de assuntos geríveis pelo (meu) cérebro e que justificam o (meu) salário, não?
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domingo, 6 de junho de 2010

(Des)Centralização

Foi impressão minha, ou a certa altura os governantes do nosso país começaram a tomar medidas (ou a dizer que iam tomá-las) para incentivar as populações de locais que não os grandes centros urbanos para aí se manterem? Então, não será que fechar escolas nas santas terrinhas não vai contrariar essas medidas? Eu não entendo nada de rentabilidade do sistema escolar Português, mas a verdade é que não sei se a saída da bancarrota (na qual ainda teoricamente nem entrámos) passa por fechar escolas e mais escolas. Assim a olho nú consigo ver mais desvantagens que vantagens; diminui-se a qualidade de vida de miúdos e pais e aumenta-se o desemprego em pelo menos 500 cabeças. Será que deixar de rentabilizar as infrastruturas vai angariar fundos suficientes para pagar o subsísio de desemprego a mais um número considerável de desempregados? Ou será que a breve trecho vai haver mais uma meia dúzia de medidas de austeridade para cobrir o prejuízo?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

FFF

Fado, Futebol e Fátima é que está mesmo a dar (quem diria, tantos anos depois?!), não necessariamente por esta ordem. Até me parece que o primeiro agora é mesmo o último. Ou talvez não, se pensarmos que o nosso fado é mesmo sermos pequeninos (mas fazermo-nos grandes), interesseiros (mas disfarçarmo-nos de interessados) e lambe-botas (quem, quando, onde, porquê???).

Continuo a achar que há causas bem mais válidas do que festejar noite dentro vitórias futebolísticas e engalanar superfícies desprevenidas com cachecois e outros que tais.

Continuo também a achar que, à conta da vinda do papa, há para aí muita gente que anda a fingir fartar-se de trabalhar. Limpar as ruas de viaturas para a vinda do papa é como limpar um escritório (cestos do lixo incluídos) em dia de visita estrangeira. Fantochadas. Se as coisas funcionassem como deviam (bem), não seriam necessárias medidas correctivas e camufladoras de últimas hora só para VIP e papa verem. Mas eu tenho mesmo esta mania de achar que as coisas ou são sentidas e reais ou então não vale a pena fingi-las. Para quê enganar alguns durante parte do tempo? Porque não temos coragem de assumir que somos seres imperfeitos que muitas vezes, como bons humanos, não conseguimos corresponder às expectativas elevadas que depositaram em nós?

Ok, vamos lá pensar que tudo isto é mesmo só por uma questão de facilitar o visionamento do povo ao papamóvel e vice-versa e que não se trata de nenhuma tentativa de ludibriar alguém.

Mas cuidado com os cachecois, há que advertir, porque é bem possível que os Fs se misturem por aí...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Quando o segundo beijinho não acontece...

... é um bocado chato. E eu que já me tinha esquecido que os tios e as tias só dão um. Ainda há os mais ou menos simpáticos que em ar de Coitadinha da rústica, deixa lá dar-lhe a outra face, não vá já ela cortar os pulsos a seguir! acabam por dar o segundo, ainda que visivelmente contrafeitos, mas depois há os 100 % tios que nunca desfazem a pose e que fazem imeeennnnsa questão de nos deixar dependurados no vazio e a sentir que somos mesmo uns tremendos pobretanas sem modos.

Nada como ter pedigree, de facto, para se ser extremamente indelicado e até candidato a espécime acéfalo rastejante!
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Malapata com Roma

Duas viagens marcadas para um período de cerca de 20 dias e nenhuma se realiza.

A primeira devido ao perito que não foi.

A segunda por causa da cinza vulcânica.

Há já uma terceira (primeira) marcada para Setembro e I wonder what else will come...
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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Frase irritante do momento

Carrega Benfica!

É que não se aguenta mesmo.

Talvez esteja aqui iniciada uma nova rubrica neste estaminé. Que esta seja mesmo a valer e não morra à nascença como as outras (ou a outra) que iniciei. A verdade é que pensamentos novos no início de cada semana nem sempre ocorrem. Frases irritantes da moda já me parece algo mais passível de manter vivo e de boa saúde e assim sempre vou destilando o veneno, leia-se as ditas.

domingo, 11 de abril de 2010

Vivendo... e aprendendo!!!

Técnicas desenvolvidas por outros (pensadores!) e que podemos passar a utilizar. Falo de quando um amigo nos liga do seu telemóvel para o nosso telemóvel. Por uma razão qualquer, não atendemos. Ou porque não ouvimos ou porque já chegámos tarde para poder atender. Então o que fazer de seguida? Ligamos à pessoa mas deixamos tocar só uma vez para sinalizarmos que já estamos disponíveis. Afinal de contas, se não fomos nós que ligámos, porquê ligar de volta e esperar que o outro atenda? Injustiça tremenda... a iniciativa nem foi nossa, porque é que havemos de gastar uns cêntimos em telemóvel por causa de alguém que manifesta interesse em falar connosco?

Pronto... são cenas destas que me conseguem deixar verdadeiramente irritada e surpreendida (ainda me surpreendo, sim!). E para que não haja dúvidas, falei na primeira pessoa mas eu fui o tal amigo que aprendeu a técnica nova à força e ainda tive de ouvir a explicação aparentemente lógica ante a minha estupefação perante o sucedido.

Fica a garantia de que vou começar a utilizar esta técnica com a pessoa em questão. Há que provar do nosso próprio veneno, ou não?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A futilidade tomou conta do mundo?

Eu diria que sim.

Será que estamos num beco sem saída quando as conversas à hora do lanche nos enfadam a ponto de nos fazer não mais querer lanchar (pelo menos àquela hora com aquela pessoa)?

E quando mudamos para o ambiente de ginásio, as conversas, em vez de nos enfadarem, nos enojam?

Ora bem... sinto-me um bocado enclausurada, de facto.

O problema não é propriamente dos sítios, eu sei. Mas será que havia necessidade de atrair tanto "lixo"?

Se a futilidade não tomou conta do mundo, algo tomou conta de mim...
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sábado, 3 de abril de 2010

Very International

Este blogue. Tem mais visitantes estrangeiros do que locais. E ainda não percebi porquê... Aliás, com a acalmia que por aqui tem andado, por esta altura nem sei como ainda tem visitas.

Fica o hino do momento para nos fazer pensar sobre a rebelião e suas vantagens. Eu sou uma rebelde. Só (ainda) não escrevo hinos.


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domingo, 7 de março de 2010

Fúria desportiva


Dá-me de vez em quando e depois pago-a cara. Dores crescentes disseminadas por todo o corpinho. 15 minutos de passadeira (= 2 Km) + 1 hora de rpm + 15 minutos de natação.

Exagerei um pouco, né? É para compensar o que (não) há-de vir esta semana.

P.S.: O modelito não é a je, embora eu não desgostasse que fosse!
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Veludo ou seda?



Ainda não consegui decidir-me mas é capaz de ser uma mistura dos dois em proporções perfeitas.

Quanto à canção vencedora, sem dúvida que tem qualidade mas há algo a menos ou esganiçamento a mais. Também ainda não consegui decidir-me. Pode ser que até Maio se encontre o busílis.

Aí fica a versão em Inglês, que apesar de tudo me parece mais bem conseguida (talvez por ser de estúdio).

Groupie or Yuppie?

Instead of packing to this place here I am thinking about life, its meaning and the way I live it. I am feeling really lazy today, I have to confess.

On the post title, well... I have been a bit of both. Maybe the only factor that makes me not fit completely in the concepts anymore is my age. However, the age is inside our brain and not necessarily linked to the year we were born, isn't it?

Sometimes I wonder if I should have chosen another path but I guess I am pretty happy with my profession and with how demanding it is. There is nothing we can do against human nature and I do not think I could leave without being challenged every minute. It pleases me to think deep and to try to see beyond average people. The only issue is that there is not much time left to try other things. After all there are just 24 hours in a day!

Well, I'd better start packing now otherwise I might really wish the day had 48 hours.

The post is not that juicy but it made me feel a little better...
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terça-feira, 2 de março de 2010

Posso não comentar?

A primeira eliminatória do Festival da Canção?

Ok, obrigada!

Oi? Hein? Ah... querem que eu comente... Oh pá... bem. Mas só um bocadinho, tsááá?

A sexta questão que se impõe é: Com canções tãããão boooooaaaaas, como é que conseguiram ficar-se apenas por 2 eliminatórias? Eu teria feito para cima de meia dúzia. Portanto, para já me insurjo contra essa falta de iniciativa e claro bloqueio às manifestações artísticas de altíssimo gabarito.

Festival da.... Canção? Canção... canção... isso não era aquele conceito de juntar música e letra num só, baralhar e fazer emitir algo com uma sonoridade minimamente melodiosa? Ah... não? Também pode ser falado e gemido e cuspido? bem... tempos modernos, há que enfrentar a realidade sem medos!

(Entretanto estou para aqui a tossir... com tanta ventoínha, quem ficou constipada fui eu.)

Desta vez, mas do que os habituais vento, sol e mar, tivemos um arco-íris. Ter, ter, não tivemos porque as 3 maganas engoliram-no e não deixaram réstea para o povo desfrutar.

Também tivemos Carlos Santana e Simone d'Oliveira. Foi bom recordar. Tivemos Luís Caboco a agonizar (coitado do homem... há que dar mais condições de vida aos reformados deste país!) e tivemos, sobretudo, muita tralha p'ra reciclar. Vá lá, não sejam maus... não pensem dessa forma. Algum ecoponto os há-de querer!

A única canção com melodia? A dos tais The Agency. O resto foi... paisagem? Hhhhmmm... don't think so.

PS: Uma mensagem de especial carinho para a Vanessa. Amori, os teus fãs hão-de ficar entrevadinhos para não te poderem mandar mais para essa provação anual. Deus é pai, vais ver.
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Yo soy una persona simple

E eu não, oh caramelo?

É capaz de não ser muito positivo ou pelo menos ser food for thought quando uma pessoa nos arruma com esta frase duas vezes em menos de duas semanas. Ou melhor, considerando que vem de um macho, sendo eu uma fêmea, haverá atenuante cá para o meu lado, uma vez que eles na generalidade nos acham sempre muy complicaditas.

Diz que escrevo e-mails muito grandes e que por vezes tem dificuldade em entender (ensino especial, talvez?! Ou bastarão umas lições de Português e Inglês?!).

Olha, sabes que mais? Temos pena....

(mas tudo tranquilo... como ele tem ar de puto traquina mas inocente, habitualmente demove-me de exercer o meu reconhecido mau feitio, pelo que só ainda conseguiu ver o meu verdadeiro ar 33 uma vez. Not too bad for a crap... :p)

De coração transbordante

Costuma dizer-se que o melhor do mundo são as crianças e há que concordar com esta máxima. Não tanto pela graça natural que têm mas principalmente pela personalidade genuina e pureza que encerram.

Os prazeres mais recentes da minha existência? Deixar o meu afilhado de 20 meses despentear-me e pentear-me (bem... não era bem pentear, era mais despentear o já despenteado) durante minutos a fio, de caras quase coladas e olhares fixos e risos e muitas carantonhas de parte a parte.

Ouvir o meu afilhado dizer "mad(r)inha" vezes sem conta (nota-se uma evolução digna de nota, já que há uns mesinhos era "nhinhanhinha", expressão, de resto, igualmente saborosa aos meus ouvidos de madrinha babada) e rir e correr e esconder-se e fazer trejeitos sedutores na minha direcção.

O melhor de tudo, ter conseguido sossegar esta criança super-hiper-mega -enérgica no meu colo para cima de 40 minutos, durante os quais ambos descobríamos as maravilhas de um livro cheio de cores, formas e palavras. "Abe", dizia ele impacientemente quando surgia uma página com um desenho ocultado. "É azul?" "É amarelo?" espicaçava eu para o tentar fazer proferir a palavra "verde", algo em que não consegui ser bem sucedida.

Só uma coisa teve a força para interromper este momento. Uma bandeja com um copo de chá e um naco de pão, que o fez largar sofá, livro e madrinha e saltitar em direcção a ela gritando "cháginhuuuuu" de forma entusiamada (e sequiosa). Pois... que criança que se preza tem prioridades na vida e faz questão de as deixar bem patentes sem necessidade de explicações pelo meio!
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

My specialty

Do you see this woman?

This is me on a daily basis at work.

Am I fed up with this?

Yes, I am.

Would I choose a different way of life if I could?

Hhhhmmmm... I am sure I would.

Would I choose staying under a banana tree with my arms crossed just watching the view?

Certainly not.

Why do I complain then?

Hhhhmmmm... was this really complaining?

100 % sure of something: This way of life will not last forever. :)

É pedir muito?


Tudo bem que todas as estações são necessárias e a chuva serve, quanto mais não seja, para calar os agricultores (desde que q.b., caso contrário ainda os ouvimos mais) mas parece-me a mim, que até sou um pouco distraída, que o Inverno já cá canta há demasiado tempo.

Eu preciso de luz, OK? Por favor?
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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Sem espinhas

Dezoito anos passam num ápice. Fui ontem jantar com uma amiga que conheci no 1º ano de faculdade, ou seja, no final de 1990. No ano seguinte nasceu um primo dela e recordo-me da excitação que foi na família porque era o primeiro bebé em muitos anos. Acabei por conhecer o miúdo e vê-lo de quando em quando. Julgo que a última vez que estivemos juntos teria aí uns 12 anos. Entrou para a universidade no ano passado mas no meu cérebro continuava com aquela imagem de miúdo de 12 anos intelectualóide mas já a despertar para a rebeldia típica dos adolescentes.

Hoje lembrei-me de lhe seguir o rasto no Facebook através da ligação da minha amiga e confesso que não estava muito preparada para o que vi. O miúdo imberbe deu lugar a um jovem com uma figura invejável que de certeza não passa despercebida à população feminina, o que se comprova pelas fotos do perfil, em que está sempre rodeado delas por todos os lados (literalmente).

Oh pá... nem sei que diga. Por mais que tenhamos consciência de que a vida é mesmo isto - nascer, viver e morrer - julgo que só nos apercebemos verdadeiramente deste curso inevitável quando nos deparamos com este tipo de evidências. Curiosamente não me sinto nostálgica nem triste por já ter um avanço de 18 sem dar por isso. Sinto que todos os momentos da vida têm os seus encantos e que as forças divinas deveriam permitir-nos vivê-los da melhor forma todos os dias. Claro que cada um de nós de tem de dar um empurrãozinho para ajudar à festa. E às vezes dos grandes!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Um mal nunca vem só

O que poderá ser pior do que à primeira ou segunda garfada de uma refeição encontrar um insectozito lá no fundo de um vale de um recorte de uma folha de alface? 1, 2, 3... pronto, perderam. A resposta é: Encontrar dois insectozitos jazendo cada qual em seu vale da dita folha. Um era preto, outro era castanho e a minha refeição ia indo p'ro... ya... para aí mesmo. Viva a diversidade faunística (ainda que post-morten) que habita a flora comível. E vivam os processos de higienização das cozinhas dos lugares que promovem o estreito convívio inter-espécie, vulgo, (alguns) restaurantes e restaurantezinhos.

Resultado da brincadeira: Saladinha nutritiva para trás e novo prato composto apenas por proteínas e hidratos de carbono.

Pior pensamento do dia: Quantos já terão ido cá p'ra dentro sem serem percebidos? :s
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domingo, 31 de janeiro de 2010

E por falar em socos no estômago...

... levei um daqueles bem assentes na sexta-feira. Mas como sou uma senhora com "S" grande (na opinião de alguns isto poderá querer antes dizer dissimulada, se bem que eu prefiro apostar no actriz convincente para própria salvaguarda) nem pestanejei. Sim, foi isso. Julgo mesmo que terá sido a única alteração no meu fácies, a diminuição da cadência do pestanejo. :)

A parte positiva? O pender da balança para o lado das raízes e do aconchego da alma.
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Medo


Será mais seguro esperar pelo belo do DVD, uma vez que este senhor tem o condão de me deixar sempre nauseada (para não dizer à beira do desmaio) e numa sala de cinema é capaz de ser um bocadinho inconveniente...

Alguém já viu?
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Se Portugal podia viver sem este ídolo?


Poder até podia, mas não seria a mesma coisa.
Não era o meu favorito no início, aliás, nem sei se tive um favorito. Acho que tinha 2 ou 3 a par e passo e o Carlos não fazia parte do leque.
Umas semanas de visionamentos (como é bem dizer) permitem-me concluir que o miúdo é bom. Muito bom, mesmo. De longe, o que mais encaixa no conceito de ídolo.
Tem projecção vocal. Tem carisma. É habilidoso nas escolhas e abordagem ao público e staff do programa (sem chico-espertice ninguém se safa neste mundo cão!). É afinado. Tem garra para dar e vender e, ai, como este país precisa de gente com garra para dar o exemplo e motivar desmotivados e desmotivadores!
O Sr. Manuel Moura dos Santos até pode perceber de música mas acho que ainda não viu bem o filme. Ou não ouviu bem a canção! De certeza que há-de haver por aí um mecenas que lhe forneça umas ortóteses para o auxiliar.
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Hhhhhhmmmm...


Idosos de Setúbal a patrulhar a Avenida Luísa Todi para detecção de actos condenáveis pela sociedade? A troco de 2,6 € à hora e um telemóvel em punho para reportar os achados?

Não sei, não, mas acho que a iniciativa vai dar molho (daquele avermelhado e viscoso). Sendo que o "pernas para que te quero" dificilmente poderá ser posto em prática, diria eu que a integridade do corpinho vale bem mais do que a quantia oferecida e a relação risco-benefício deveria ser fortemente equacionada.
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A EDP precisa de concorrência a valer


Ai precisa, precisa!

É inacreditável como no século XXI zonas residenciais ficam sem electricidade horas a fio. É mais incrível quando isto acontece de forma recorrente e sem que haja uma explicação lógica para o facto (se calhar não há mesmo). Sobrecarga? Mau tempo? Imponderáveis? Seja o que for, eu gostava de saber se a EDP já ponderou fazer uma redução nas facturas dos utentes lesados de modo a que estes não se sintam assim tão lesados.

Que os particulares não tenham voz activa nem poder para pôr aquela gente na ordem, eu ainda entendo porque seriam precisas muitas vozes em uníssono e uma acção concertada para o atingir. Agora que as superfícies comerciais tenham prejuízos de centenas ou mesmo milhares de Euros, e fiquem serenas, isso eu não entendo mesmo. Ao fim e ao cabo, como isto está tudo entregue aos mesmos, uma mão lavará a outra!

A minha vontade? Cancelar de imediato a ordem de débito da EDP na minha conta à ordem e enviar-lhes um e-mail a comunicar o facto. O consumidor continua a pagar um serviço de que não usufrui, cuja ausência causa danos na vida pessoal e profissional e, com alguma sorte, ainda tem de desembolsar uns Euros jeitosos para reparar um frigorifico ou outro electrodoméstico apanhado na curva...

Morei na margem sul 30 anos e nunca as falhas de energia foram superiores a uns breves minutos. É preciso vir morar para a linha, para me deparar com situações dignas da idade da pedra lascada. Ou isto aqui deste lado é anárquico ou o país está a afundar, quando até já nos tentaram convencer de que está em franca recuperação.

Um bocadinho de vergonha na cara e mais respeito por quem paga, por favor!!!
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Pragmatismo

No Oftalmologista:

Doente: Doutor, é um bocado desesperante porque já ando nisto há 2 meses!

Médico: Sabe, eu às vezes gostava de ser Veterinário... (risos)... os casos difíceis mandam-se para abate...

bem...
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A Marte



Grande som! O trocadilho fonético está muito bem conseguido. É dos João Só e Abandonados .

Para quem não conhece. E para quem conhece, nunca é demais ouvir mais uma vez.

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Expressões idiomáticas

Traduzir expressões idiomáticas é tramado. Mesmo.

Passou agora no Jornal da Noite da TVI o trailer de Alice in Wonderland de Tim Burton e a expressão idiomática Mad as a hatter apareceu traduzida como Louco como um chapeleiro. Espero bem que isto seja apenas uma tradução rápida (muito rápida) alinhavada pela TVI e que a tradução do filme, que promete, venha a ser de melhor qualidade.

Mad as a hatter não deve ser traduzido literalmente, uma vez que a expressão resultante não existe enquanto expressão idiomática em Português, perdendo-se a graça e até o objectivo da mensagem. Mad as a hatter é tão simplesmente insano, ou totalmente louco, mas eu talvez traduzisse como louco de pedra para não desvirtuar a aplicação deste elemento de embelezamento (talvez seja um bocado abrasileirado, mas ainda assim bem melhor que a opção escolhida).

O nosso Mourinho terá sido o grande precursor da tradução literal de expressões idiomáticas, com a sua já famosa No eggs, no omolettes (que é como quem quereria dizer Can't make bricks without clay), mas apesar de ser um ícone nacional, não há necessidade de se lhe seguirem todas as pisadas...
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