domingo, 12 de abril de 2009

Memórias

Deve ser das lembranças de miúda a que mais me ocorre. Julgo mesmo que foi assim que ganhei o gosto pelo desporto e, mais especificamente, por correr (ou fugir, como dizem os não entendedores). Aconteciam aos Domingos de manhã do despertar para a adolescência as sessões de ginástica ao ar livre que tinham o meu pai como impulsionador e grande mentor. As discípulas, eu e coleguinhas de escola já algo preocupadas com a linha e hábitos de vida saudáveis, cumpríamos aquele ritual domingueiro com uma devoção e energia tremendas. A mim cabia-me ainda um enorme sentimento de orgulho por ser sangue do sangue de quem nos proporcionava tal despertar. As pernas atléticas do meu pai eram altamente cobiçadas. A primeira vez que ouvi este comentário fiquei sem saber o que pensar, talvez porque por só conhecer aquelas pernas fantásticas de pai, achasse que todos os pais as teriam iguais. Para além disso, talvez o meu desenvolvimento sensorial para captar curvas do sexo oposto estivesse bastante aquém do normal para a idade ou, pelo menos, do das coleguinhas desportistas. As pernas do meu pai continuam a ser fantásticas. Alguns anos de futebol semi-profissional e corridas domingueiras fizeram com que aquele portento se mantenha inabalável. E inabalável também se manteve o meu gosto por essas actividades. Hoje, invariavelmente, quando as pratico ou quando as comento, está sempre presente na memória a forma como tudo começou. E é bom...
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2 comentários:

Tierri disse...

Estás em greve de pensamentos súbitos, ou será falta de imaginação ou...tempo!!

jinhos

Dream on disse...

Tou em greve de pensamentos. Full stop. E é uma pena. Não desfazendo.