quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Ta-rra-ta-ta

Elas vêm assim, de rajada, que é para não termos sequer tempo de processar a(s) anterior(es). Falo das evidências de estarmos, ou não, no nosso país real.

Dentro de um táxi tuga:

M*rda acumulada até ao tecto, que até dava vontade de pedir para sair logo após ter entrado.

Dentro de outro táxi tuga:

Minuto 1: O avião da sra. vinha cheio? É que estou aqui há 3 horas e nada de serviço (coitado... deve ter sido mesmo isso; a isto chama-se a cantiga do bandido ou, numa versão mais provinciana, o discurso (falso) do coitadinho. To be continued...

Minuto 2 e seguintes: Tomada de consciência de que a banda sonora da viatura trauteia refrões como "Estás com ela e não comigo". Dou por mim a pensar se não terei embarcado numa viagem do tempo com laivos de horror.

Minuto 10: Se ele não fosse meu... mas é... e depois dói-me lá na oficina (a respeito da razão pela qual se deve abrandar - quase até parar - nas lombas que as estradas traiçoeiramente apresentam)

Minuto 10,5: A Sra. aqui tem muitos pretos? Eu lá no Cacém é só pretos. Aquilo e a Amadora é como estar em Angola.

Minuto 12: Ora são 30 euritos! Pois claro... 30 euritos de boca por uma viagem que habitualmente custaria 20. Mas como o pobre não tinha serviço há mais de 3 horas, aqui a loira que avance com o carcanhol porque se mora numa zona sem pretos e até anda com um pertátel, não lhe deve fazer falta.

Dentro de uma reunião internacional de quadros médios e altos de uma multinacional:

Todos os temas são bem-vindos e o director da malta incentiva-nos a fazer troca de funções entre países e como analogia apresenta a troca de funções que fez em casa com o seu companheiro, ou seja, foi doméstico por uns tempos. Eu diria que não terá sido por muito porque o génio que ali habita não se pode ficar pela arte que é descongelar um frigorífico (tarefa que no entanto já tinha apagado do seu rol de tarefas domésticas periódicas imprescindíveis).

Mais palavras para quê? Estou esclarecidérrima.

3 comentários:

Brown-eyed Girl disse...

Sofreste isso tudo no táxi e és portuguesa... nem sabes as histórias que os meus colegas contam!
E ainda alguém me há-de explicar porque é que os motoristas de táxi são TODOS racistas...

muguele disse...

Fácil: porque os motoristas de taxi são o espelho daquilo a que se costuma chamar "país real". Ouvem música muito má, cheiram mal, batem nas mulheres e são racistas.

Dream on disse...

Ya... e de certeza que tinha uma unhaca amarelenta, qual utensílio de limpeza da cavidade auricular.