sábado, 28 de fevereiro de 2009

Festival do quê 2009?

Ainda estou antónia com o que vi e ouvi. Que guarda-roupa é aquele?

Aqui vão uns premiozinhos de consolação.

Canção nº 1 (Nucha): Diz que é uma quenga rastejante.
Canção nº 2 (Romana): Oh mãe, ê tamém quere umas calças levis!
Canção nº 3 (Filipa Baptista): Festival OTI da canção já era...
Canção nº 4 (André Rodrigues): Fica lá com os falsetes todos p'ra ti (e já agora com a camisinha vermelha também).
Canção nº 5 (Luciana Abreu): Hey! Ishto é o feshtival! Não é um corsho de Carnaval!
Canção nº 6 (Nuno Norte): És grande! A música é que precisa de uma reviravolta jeitosa.
Canção nº 7 (Fernando Pereira): Fusão perfeita Marco Paulo-Dina-Clemente.
Canção nº 8 (Tayti): Latinamente confusas... e desafinadas... jeeeezzzz
Canção nº 9 (Eva Danim): Guitarra portuguesa com erva daninha, ainda por cima de pernas para o ar, não obrigada!
Canção nº 10 (Francisco Andrade): Tens uma voz do car*lho, oh Francisco, e vais falar para o Festival?!
Canção nº 11 (Flor-de-Lis): O adufe e a guitarra e o canteiro na cabeça da menina.
Canção nº 12 (Nuno e Fábia): Matosinhos espera-vos!

Agora vou voltar para o sofá para pasmar com o resto da emissão. Talvez haja um rescaldo do post. Se eu tiver coração...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

It feels like...

... I took a ride on a roller coaster. A never ending one.

What the fuck!?

Should I keep on swearing about the thing or should I swear that I will stick to what really matters and make a huge, huge effort to come to my senses? Hhhmmm?

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Eu vi!

Eh pá! O McAvoy é um actor fantástico! Dúvidas houvesse...

Gosto mais da forma como se faz teatro por lá... acho que é menos teatral e, logo, mais realista. E não deixa de ser teatro por causa disso. A nossa escola de actores sempre me desagradou um bocadito por emprestarem tanta teatralidade à coisa. Eu sei que este discurso é um tudo-nada redundante mas é exactamente isto que sempre senti.

O argumento de Three Days of Rain não é das coisas mais fabulosas mas acaba por resultar bem em palco. Os três actores - James McAvoy, Nigel Harman e Lyndsey Marshall - enchem-no com enorme profissionalismo e espectacularidade.

Em cena no Teatro Apollo em Londres até 2 de Maio de 2009.
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Material de comédia

E de novo, o protagonista é um "fogareiro".

Se a aventura do outro dia já tinha sido digna de relato, a de ontem então é do género "contado ninguém acredita".

Tudo começa com a forma apressada como o taxista sai do carro e se dirige a mim, como se estivesse atrasado para ir para um sítio qualquer. Ocorreu-me o pensamento: Então mas porque é que ele julgará que eu estou com pressa? Não foram precisos dois segundos de rabiosque colado ao assento traseiro para logo perceber a razão da pressa.

A Sra. desculpe por ter o rádio ligado, sim? Mas está a dar um programa muito interessante com este homem fantástico que foi ministro. É um grande homem. O Correia de Campos. Este homem fez muito por este país e eu sempre vou aprendendo umas coisas com ele. Que grande homem! Que grande homem! A Sra. pode apertar o cinto se faz favor? Obrigada... desculpe, sim? Que grande homem. A Sra. não se importa de fechar o vidro? Obrigada, obrigada. Desculpe, desculpe.

Eis senão quando, em vez da voz desse vulto nacional chamado Correia de Campos, o rádio começa a emitir um som roufenho e a voz dessa imensidão de pessoa começa a desvanecer-se progressivamente.

Pan-Pa-Pan-Pan (som das mãozinhas do Sr. a embaterem contra o dito aparelho numa tentativa, infelizmente, mal sucedida de trazer de volta a magnífica criatura). Que chatice! O rádio está velho e agora não posso ouvir este programa tão bom com este homem tão fantástico! Entretanto pensei para comigo: Olha-m'este a querer comparticipação da Je para um rádio novinho em folha! Nem as porradas desesperadas no rádio nem as inúmeras tentativas de sintonização da frequência certa a todo o gás em plena A5, fizeram com com que se voltasse a ouvir a voz do Senhor... Correia de Campos. O que foi, de facto, uma pena. Visível e audivelmente abalado, o taxista desliga o rádio. E o fim estava próximo.

Então, diga-me lá... qual é a área profissional da Sra.? Pensei para comigo: Oooops, e agora como é que eu descalço este tamanco? Lá respondi: Sou farmacêutica.

Ai, que interessante! Sabe que este homem fantástico que foi ministro e que estava agora neste programa, falou muito dos hospitais e dos médicos. Este homem acabou com a dívida das farmácias e dos hospitais... portanto... o país estava muito mal e a dívida era muito grande mas... portanto... ele conseguiu fazer coisas incríveis. Os hospitais... os hospitais são bonitos. Nós entramos num hospital e aquilo agora é bonito. Tem de haver qualidade de vida, portanto, para quem lá trabalha. Os médicos, os doentes, quem lá trabalha. Isso é um mundo... os laboratórios e os médicos e os farmacêuticos, portanto, as coisas que se fazem hoje em dia, não é? As células... eu quero viver até tarde... eu acho que, portanto, vamos viver até aos 200 anos. Essas coisas que hoje inventam... sei lá, portanto, das células e dos genes, não é?

É, é. (Ocorria-me esta ideia: alguém me tira desta viatura?)

Ai, enganei-me... eu queria sair no outro lado... coitada da Sra.... que chatice. Desculpe, sim? E eu lá ia dizendo que não tinha importância e dei indicações para o resto do caminho, sendo que quase fomos fazer turismo para o parque de estacionamento de uma grande superfície comercial e já na minha urbanização, perante a minha indicação À direita, o Sr. encosta à berma. Depois eu disse À esquerda e ele arrancou de novo. Esta última frase é ficção mas achei que ficava bem no figurino.

Já paraditos em frente ao meu prédio - entenda-se, ao meu e ao do outro lado da estrada - faço o pagamento, o Sr. passa o recibo e enquanto guardo troco e recibo na carteira, o Sr. sai do carro. Quando ponho o pé na rua e olho em volta, onde é que ele está? (Agora era capaz de deixar o post por aqui para vos lançar o desafio, mas como já temos adivinhações num blog aí ao lado, e eu não quero ser acusada de imitadora barata, vou poupar-vos) Está exactamente, sem tirar nem pôr, a correr abraçado ao meu trolley de porão e a dois centímetros da porta... do prédio em frente ao meu.

Não é preciso dizer mais, pois não?
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Ta-rra-ta-ta

Elas vêm assim, de rajada, que é para não termos sequer tempo de processar a(s) anterior(es). Falo das evidências de estarmos, ou não, no nosso país real.

Dentro de um táxi tuga:

M*rda acumulada até ao tecto, que até dava vontade de pedir para sair logo após ter entrado.

Dentro de outro táxi tuga:

Minuto 1: O avião da sra. vinha cheio? É que estou aqui há 3 horas e nada de serviço (coitado... deve ter sido mesmo isso; a isto chama-se a cantiga do bandido ou, numa versão mais provinciana, o discurso (falso) do coitadinho. To be continued...

Minuto 2 e seguintes: Tomada de consciência de que a banda sonora da viatura trauteia refrões como "Estás com ela e não comigo". Dou por mim a pensar se não terei embarcado numa viagem do tempo com laivos de horror.

Minuto 10: Se ele não fosse meu... mas é... e depois dói-me lá na oficina (a respeito da razão pela qual se deve abrandar - quase até parar - nas lombas que as estradas traiçoeiramente apresentam)

Minuto 10,5: A Sra. aqui tem muitos pretos? Eu lá no Cacém é só pretos. Aquilo e a Amadora é como estar em Angola.

Minuto 12: Ora são 30 euritos! Pois claro... 30 euritos de boca por uma viagem que habitualmente custaria 20. Mas como o pobre não tinha serviço há mais de 3 horas, aqui a loira que avance com o carcanhol porque se mora numa zona sem pretos e até anda com um pertátel, não lhe deve fazer falta.

Dentro de uma reunião internacional de quadros médios e altos de uma multinacional:

Todos os temas são bem-vindos e o director da malta incentiva-nos a fazer troca de funções entre países e como analogia apresenta a troca de funções que fez em casa com o seu companheiro, ou seja, foi doméstico por uns tempos. Eu diria que não terá sido por muito porque o génio que ali habita não se pode ficar pela arte que é descongelar um frigorífico (tarefa que no entanto já tinha apagado do seu rol de tarefas domésticas periódicas imprescindíveis).

Mais palavras para quê? Estou esclarecidérrima.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Tenho algum rótulo na testa?

A dizer "alma caridosa de costas largas apara golpes de gente mal-educada, irracional, desequilibrada e incompetente?"

Devo ter, só pode.

Mas de facto o rótulo não corresponde ao conteúdo porque tudo aquilo que entra, sai com um ricochete tremendo e em duplicado ou triplicado ou "eniplicado". Temos pena. A ver vamos no que isto dá porque apesar de as coisas parecerem estar a funcionar a meu favor, há tanto terreno ainda por desbravar, que não sei se tenho alma. Nem os outros, para me aturarem em constante esperneamento.

Já chegava, não?

Fica aqui um apelo aos céus...