sábado, 17 de janeiro de 2009

Venda e tampões auriculares, ohfaxavor!

É do que eu deveria munir-me - se fosse possível - quando entrasse no meu clube de fitness. Quando, entrasse, quando circulasse, quando saísse... enfim... acho que, não fora a necessidade de ter de ver e ouvir para conseguir treinar alguma coisinha de jeito, bem que podia usar ambos os artefactos desde a hora de entrada até à hora de saída.

Não há pachorra para o tom ruidoso de algumas gajas que mais parece que acabaram de tomar speeds antes de ali entrarem. Parece que o que importa é estar sempre muito, muitíssimo, feliz como se não houvesse felicidade igual no mundo e arredores. Extremamente irritante e muito pouco apropriado para o final do dia de trabalho em que já não apetece ser estimulado desta forma.

Muito mais ruido fazem as pessoas que assiduamente comentam as pessoas desconhecidas que as rodeiam, que tecem comentários intermináveis sobre a qualidade das aulas de cada instrutor e, pior ainda, que vivem agarrados em pensamento ao clube que deixaram há 1 ano atrás, continuando a praticar maledicência gratuita. Eh pá, se não gostam, esqueçam, OK? Um ano parece-me tempo mais que suficiente. Na nossa faixa etária, nem um caso de amor mal resolvido demora tanto tempo a curar.

E depois há o ruído visual. Dá para acreditar que há quem, num acto de partilha e boa vontade, brinde o chão que outros pisam com as carradas de células mortas que os seus pezinhos acabaram de expelir (por fricção activa com o utensílio adequado)? E que se cortem unhas que teimam em esvoaçar por impulso do utensílio, também, apropriado?

Honestamente, acho que um destes dias mudo para um ginásio de bairro. Haverá menos probabilidades, digo eu, de me deparar com tanta falta de respeito e de sensatez.

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