domingo, 21 de setembro de 2008

Speechless

Por nenhuma razão em especial e ao fim e ao cabo, por todas. O cinzento do céu deixa-me mais vagueante cá por dentro. Apetece-me estar comigo e estar com os outros só às vezes.

Continuo a deslumbrar-me com aqueles que têm sempre tanto para dizer e escrever. Por mais que tentasse, acho que nunca conseguiria acompanhar os acontecimentos do dia-a-dia de modo a ter assunto para actualizar o estaminé mais amiúde.

A Madonna foi benzinho. Espectáculo para massas e tão descaracterizado que ficamos com a sensação de que se alguém no palco espirra fora do tempo, a super-mega produção pode ficar comprometida. Uma cambada de gente doida (75 mil), diria eu... e incluo-me, logicamente!

Agora só já quero pensar na Cidade da Luz.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Portugal dos Coitadinhos

.
Foto em http://olhares.aeiou.pt/

Não sei se será mais triste ser-se coitadinho ou ser-se pequenino. Julgo até que, no sentido que aqui lhe quero dar, acaba por ir dar ao mesmo.

Eu sei que existe analfabetismo em Portugal. Eu sei que existe pobreza por aí perdida (mais até do que possamos imaginar). Também sei que existe alienação, em muito causada pelas razões anteriores. Mas será que é preciso explorarem-na a todo o momento? É apanágio dos nossos serviços noticiosos andarem por aí à cata de terreolas que ninguém sonha existir, com habitantes de olhar disperso e vazio, que nem sabem o que é viver. Que se façam reportagens dignas esporádicas sobre esta temática, eu ainda acho normal e até aplaudo. Não consigo, no entanto, aplaudir que isto sirva de notícia quase diária para lembrar o quão iletrados (ainda) somos.

Na dita reportagem de hoje do Jornal da Sic não faltaram idosos completamente dependentes de terceiros para tarefas tão simples quanto fazer uma chamada telefónica ou ir à mercearia da esquina (a única, portanto). Não faltou também aos espectadores a hipótese de ver as suas dentaduras (ou o que ainda resta delas...) mal tratadas e já quase inexistentes. Eu diria até que a reportagem de hoje e outras afins darão o mote para uma próxima reportagem sobre outro assunto tão abordado nos dias que correm. A saúde oral dos portugueses.

Mas pergunto eu. Será que a nossa saúde oral está assim tão aquém da dos restantes povos? Fica a dúvida no ar. Mas lá que rende bonitas reportagens com os estomatologistas e higienistas orais da moda, lá isso rende.

Salvou-se o facto de os idosos da tal terreola não serem obesos. Outro problema tão em voga a que nós, portuguesinhos baços e ocos, não damos a devida atenção. Ah! Mas é verdade! Essa reportagem passou ontem, por isso será ainda um pouco cedo para nos darem mais uma ensaboadela. Mas dêem-lhes tempo. Eu acredito nas suas capacidades de repetição até à exaustão.

New Week's Thought - A Febre

Não a febre de Segunda-Feira à noite, mas sim a febre de quem, apesar de passar todo o tempo a queixar-se da vida louca do meio empresarial, ao fim e ao cabo, acaba por se sentir completamente envolvida e dedicada a essa causa. Um pouco louca, eu sei. Mas de facto, entre o ocasional marasmo que tende a inundar alguns dos dias de existência, um corropio bem esgalhado e desafiador acaba por fazer os dias valerem a pena. Pobres daqueles que podem sentar-se à sombra da bananeira e não produzir! Não sabem o que estão a perder!

Sticky & Sweet


Dia 14 de Setembro de 2008. Domingo. A modos que já estou em contagem decrescente para esse grande acontecimento que se avizinha. O acontecimento é, não o espectáculo da senhora per se, mas a minha presença no dito (isto há gente c'uma lata!). Esta última frase foi só para entrar a matar e captar a atenção dos mais desinteressados e desatentos.

Ver Madonna ao vivo e a cores é algo que todos deveríamos experimentar um dia (agora virão de lá os mais conservadores defender uma tese contrária... mas não será só para contrariar, não senhor!...). Afinal de contas, trata-se de um ícone da cena musical mundial, que cruzou uma viragem de século e se mantém tão ou mais enxuta do que nos tempos idos de Like a Virgin ou de Ray of Light.

Ver Madonna assim tão perto (ou não tão perto quanto isso dada a dimensão do recinto) tem de ser uma experiência inolvidável. E acredito que o será.

E é isto... há que aproveitar esta oportunidade de visionamento, escuta e partilha, antes que ambas nos desloquemos em cadeira de rodas. É uma excelente razão, não é? É caso para dizer bate-na-madeira e mais umas quantas máximas supersticiosas. Mas, por ora, fico-me por aqui.