terça-feira, 12 de agosto de 2008

Incoerências laborais (II)

Afinal, bem no decurso do meu Grito do Ipiranga (que, por acaso, até já tardava), vem a saber-se que afinal a promoção vindoura se deve a mérito pelo desempenho das funções actuais e não por assunção de novas. Faz todo o sentido que assim seja, mas já não consigo mais encarar as informações que me chegam como sendo credíveis e definitivas. Encaro-as antes como takes sucessivos da mesma cena, ora com uma nuance aqui, ora com outra ali, ficando depois ao critério do manda-chuva escolher a melhor ou a que é mais do seu agrado.


Quadro de Edvard Münch, O grito

Agora é período de relaxamento intenso. Chefe a banhos é do melhor. Mas apenas porque me permite trabalhar (ainda que arduamente) sem ter de me deparar com as incongruências constantes que tanto me cansam e indignam. E nada como um belo Grito (na realidade, não houve sequer um grito) para nos deixar totalmente de bem com a vida. Dizia-me uma amiga: "Mas como é que consegues tomar essas atitudes sem levantar o tom de voz? Fazes alguma meditação prévia?" Por acaso até não. Basta-me estar bem ciente daquilo que quero e saber que tenho razão (sim, sim, consulto alguns entendidos a priori para confirmar a hipótese!). No entanto, naquela manhã até tinha sido alvo de uma bela massagem oriental que, confesso, e como habitualmente, me deixou um bocadito mais inerte que o habitual. Não há Xanaxes que a superem! Digo eu, sem grande conhecimento de causa, porque nunca tomei um...

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