sábado, 30 de agosto de 2008

Serei só eu?!

Passei agora os olhos e os ouvidos pelo Top + e surge-me o Ricardo Azevedo em videoclip. Constato que em simultâneo está a a dar na Sic Mulher um videoclip natalício do Josh Groban (ai o Josh Groban!...) . Entre os dois não há opção possível. Mas dado que o Josh estava um bocado desenquadrado da época e dado que tenho uma má vontade para com o Ricardo, optei por ficar ligada na RTP 1 para confirmar suspeitas, ou desmenti-las. Infelizmente, acabei por confimá-las.

Serei só eu que acho que o Ricardo Azevedo compõe umas musiquinhas da treta (com letras igualmente da treta), não tem melodia na voz, não tem sequer um timbre bonito e até consegue desafinar mesmo em gravações de estúdio? Não tenho nada contra o rapaz, mas o som dele incomoda-me imenso. Nem me recordo da última vez que alguém me provocou tanto incómodo. Deve estar muito bem apadrinhado porque é a única razão que me ocorre para alguém querer dar-lhe um lugar de destaque na música ligeira (ou pop ou sei lá...) portuguesa. Quando era vocalista dos EZ Special, a coisa ainda disfarçava, talvez por cantar em inglês. Ou então mudou de voz desde aí (mas ele nem está na adolescência, pois não?) e foi o fim.

Jeeeeezzzzzz!!!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Going nuts

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Ainda não faço a pose ilustrada sentada em cima da secretária mas já o vou fazendo quando percorro os corredores, à vista de quem está ou passa. Dizem que estou sempre a refilar. Seja. Prefiro amolar quem me amola (embora de forma diferente) do que engolir e engolir e engolir. É que se assim fosse, um dia destes, as energias acumuladas podiam muito bem ser libertadas de outra forma. Assim, vou esvaziando a câmara de ar (e chatices) bem amiúde.

Si fóca nu processu e não ná pessoa, É uma oporrrtunidaji pra você, Faiss um isfôrçu, são algumas das frases que mais oiço na actualidade. Eu sei que o teor do meu discurso de resposta também não varia muito e que a outra parte deve estar tão farta de me ouvir quanto eu a ele. Mas pronto... tenhu dji dá o troco, né?

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Um plano intermédio

Estar e querer ir. Ir e querer ficar. Se ao menos houvesse uma solução de compromisso entre os dois estados. Uma espécie de in-between que durasse o tempo que a gente quisesse. Mas não. Seja com lugares ou estados de alma, tem de se tomar um rumo. E se o rumo nos é imposto, ainda que não saibamos se o tomaríamos se não o fosse, é doloroso. Disseram-me certo dia que a sorte não existe . Ou, refraseando e complementando, existe mas não será mais do que o cruzamento entre a oportunidade e a preparação. Se bem que do ponto de vista teórico possa realmente definir-se desta forma, todos sabemos que há muito mais variáveis para determiná-la ou materializá-la. Quanto mais não seja essa figura volátil a que chamamos destino. A força que dita a queda do objecto para um dos lados da barreira e não para o outro, é uma força maior. Ou menor, mas ainda assim não planeada. Seja como for, culpar o destino pelo rumo que tomamos é muito apetecível. Despoja-nos de quaisquer culpas do que daí possa advir. No entanto, não nos dá a tranquilidade e o sossego para prosseguir viagem sem mais pensar naquele ponto do tempo e do espaço em que tudo, perante um simples estalar de dedos, podia mudar. Bem vistas as coisas, será que só navegar é preciso?

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

PARABÉNS!!!

Nelson Évora, Medalha de Ouro no Triplo Salto com 17,67 m.




quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Jogos Olímpicos... o drama! O horror!

Pior que a onda de assaltos que assola Portugal em pleno mês de Verão, ou melhor em pleno mês de Agosto, que dantes até costumava ser Verão, é o folhetim melodramático que se desenrola com o passar dos dias em Beijing pelos atletas portugueses e seus cicerones. Um diz que de manhã gosta é de caminha e que treinar é mais para outra hora qualquer. Outro chora tipo menino-copinho-de-leite e diz que vai abandonar a modalidade porque não conseguiu um lugar no pódio. Um senhor do Comité, a respeito deste último, diz que ele não pode desistir porque após um 6º, um 5º e um 4º lugares, só tem de se considerar já medalhado na próxima edição dos jogos. A Naide falha de uma forma inacreditável e parece que até já há peritos a analisarem o sucedido. A Vanessa ganha uma medalha (a única para Portugal até agora) mas, pelos vistos, devido às declarações que fez sobre a aparente falta de empenho dos colegas da comitiva, ainda se arrisca a ser cilindrada quando voltar a pisar solo português. Dizem que o Obikwelu foi um senhor e demonstrou enorme amor a este país. Mesmo tendo desistido entre provas, numa altura em que dias antes se afirmava na sua melhor forma? A Telma tinha os árbitros feitos contra ela e por isso não conseguiu melhor. Os atletazinhos, coitados, no geral, ficaram desmotivados com tudo que leram na internet sobre eles.

Tudo espremido, o que se retira? Nada, diria eu. Ou melhor, talvez seja de lembrar que não é o facto de os atletas ficarem aquém das expectativas que lhes retira o lugar entre os melhores do mundo. Mas também não é de esquecer que as medalhas só se destinam aos 3 melhores dos melhores do mundo e a esse naipe nem todos conseguem pertencer. Além de que as medalhas conquistam-se in loco e não com os castelos de areia que levianamente se constroem por antecipação.

Ficar em 4º lugar ou à beira do apuramento não é uma infelicidade. Nem tão pouco tem de determinar o fim de uma carreira. Ficar em 4º é melhor do que ficar em 5º. Mas sem dúvida que é deveras pior do que o sonho de ficar nos 3 primeiros. Só que nem todos os que sonham com a vitória a obtêm. Em tudo na vida.

Acredito numa segunda medalha para Portugal amanhã. Força, Nelson!

domingo, 17 de agosto de 2008

New Week's Thought - I will survive!

As novas semanas têm sempre mais sabor e encaramo-las de forma mais corajosa quando saimos do final de semana com a sensação de dever cumprido (a.k.a. tempo não desperdiçado). É esta sensação que me toma neste momento, para além daquela de me doerem músculos nunca dantes experimentados. É bem verdade que são só umas dorzinhas (para alguma coisa há-de servir o ginásio t.i.d.) mas que ainda se podem intensificar durante a noite. Normalmente o day after é sempre pior um pouco.

No rescaldo de um fim-de-semana de suposta praia em que, efectivamente, só houve cerca de 3 horas matinais da mesma, uma vez que a semi-final de ténis masculino (Nadal - Djokovic) dos Jogos Olímpicos não permitiu a saída de casa a horas decentes e que no 2º dia de suposta praia choveu a cântaros, tendo eu apanhado uma molha frontal integral e secado a roupa no corpo durante o almoço, não se pode dizer que não esteja preparadíssima para enfrentar as eventuais agruras da semana que entra.

E como se não bastasse, hoje aconteceu a razão para as dorzitas do momento:
http://www.spe.pt/espeleologia/index.php/Accoes-de-Divulgacao/Grutas-da-Praia-da-Adraga-e-Pedra-d-Alvidrar-com-a-serra-de-Sintra-a-vista.html

Não há paciência para converter o link em algo mais apetecível à vista, até porque o próprio, é perfeitamente esclarecedor sobre o passeio de hoje. Um convite de um amigo para um passeiozito organizado pela Sociedade Portuguesa de Espeleologia (SPE) transformou-se numa passagem em zonas apertadas e lamacentas da gruta costeira da praia da Adraga (com um esforço hercúleo para não enlamear a roupinha quase acabada de sair da gaveta e que ainda ia ter de fazer todo o dia) e em subidas e descidas a corta-mato para visitar as grutas de Olelas. Apesar de o desafio ter sido grande, já que andar por aí a trepar montes e vales com penhascos mesmo ao lado não é propriamente o meu passatempo preferido (nem por sombras!), foi extremamente gratificante ter trepado tudo com alguma desenvoltura (escorregadelas também...) e poder estar aqui agora a contar a aventura. Claro que para mim foi um feito mas para aquele pessoal foi simplesmente mato.

Acedam ao website da SPE (podem fazê-lo através do link ali atrás), explorem-no e quem sabe não se sentem tentados a sair com eles numa das próximas actividades (em Acções de divulgação no menu à esquerda)?

Algumas das provas do crime:



quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Este fim-de-semana...

vai ser assim:



e assim:



Promete!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Incoerências laborais (II)

Afinal, bem no decurso do meu Grito do Ipiranga (que, por acaso, até já tardava), vem a saber-se que afinal a promoção vindoura se deve a mérito pelo desempenho das funções actuais e não por assunção de novas. Faz todo o sentido que assim seja, mas já não consigo mais encarar as informações que me chegam como sendo credíveis e definitivas. Encaro-as antes como takes sucessivos da mesma cena, ora com uma nuance aqui, ora com outra ali, ficando depois ao critério do manda-chuva escolher a melhor ou a que é mais do seu agrado.


Quadro de Edvard Münch, O grito

Agora é período de relaxamento intenso. Chefe a banhos é do melhor. Mas apenas porque me permite trabalhar (ainda que arduamente) sem ter de me deparar com as incongruências constantes que tanto me cansam e indignam. E nada como um belo Grito (na realidade, não houve sequer um grito) para nos deixar totalmente de bem com a vida. Dizia-me uma amiga: "Mas como é que consegues tomar essas atitudes sem levantar o tom de voz? Fazes alguma meditação prévia?" Por acaso até não. Basta-me estar bem ciente daquilo que quero e saber que tenho razão (sim, sim, consulto alguns entendidos a priori para confirmar a hipótese!). No entanto, naquela manhã até tinha sido alvo de uma bela massagem oriental que, confesso, e como habitualmente, me deixou um bocadito mais inerte que o habitual. Não há Xanaxes que a superem! Digo eu, sem grande conhecimento de causa, porque nunca tomei um...

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

New Week's Thought

...



Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Incoerências laborais

Bem sei que é do que mais há actualmente. Se calhar, sempre houve. No entanto, julgo que a densidade das mesmas tem vindo a aumentar substancialmente. É normal se pensarmos em termos da crescente especialização das pessoas, da competição (inter- e intra-empresarial e do número que constituimos.

Quando me falam em promoção com aumento de trabalho mas sem aumento salarial, considero-o uma afronta. E quando me dizem que o colega do lado terá a mesma promoção também sem mais dinheiro mas também sem mais trabalho, só porque precisa de ser motivado, então aí dá-me vontade de trepar às paredes ou perder totalmente a compostura. Mas não. Consigo ter o sangue-frio necessário para explicar que nestas circunstâncias, a motivação de um é a desmotivação de outro. E ainda arranjo paciência para deixar claríssimo que sem aumento simultâneo à tomada de funções não há pão p'ra malucos. Que é como quem diz, não há tomada de funções.

São princípios tão básicos, que é assustador que passe nalgumas cabeças pensantes fazer propostas deste tipo. E como as funções que actualmente já tenho me tomam mais do que as 8 horas teóricas de expediente, a proposta torna-se ainda mais gritante. Como dizia alguém que conheço, posso sempre trabalhar nas novas funções das 3 às 7 da madrugada. E se eu propusesse isto, na volta ainda achavam que eu não estava a brincar. É que hoje nas empresas, o que interessa mesmo é dizer que se trabalha muito mais horas do que as devidas e sobretudo fora do horário de expediente. Fora a mediocridade dos que cumprem escrupulosamente o horário de trabalho e produzem arduamente neste tempo. Fora de moda!!!