quinta-feira, 10 de julho de 2008

Tempo

Tempo para dormir, andar por aí sem hora marcada para coisa nenhuma, reflectir, estar com quem se gosta e, fundamentalmente, tempo para poder gerar novas actividades que nos tirem todo este tempo. É este o círculo vicioso da gestão (ou não...) de tempo pelo ser humano. Este vício de desejar que o dia tenha pelo menos o dobro das horas é algo de paradoxal. Seria bem mais lógico se o desejássemos para que no tempo extra não fizessemos nada de nada... pelo menos de produtivo. Com os anos, apesar de tudo, aprende-se a desfrutar mais e melhor do tempo. Encontro-me agora como que entre parêntesis rectos, ou talvez chavetas, numa tentativa de aí me encaixar sem a mínima intenção de pôr sequer um dedinho para fora. É que atrás do dedinho pode ir o resto e depois é um caminho sem volta. É bom este estado. Mas sinto que daqui a uns dias deixará certamente de o ser. Há mentes inquietas que buscam sempre um qualquer afazer. Pois... Mas enquanto dura, é bom. É muito bom!

Sem comentários: