domingo, 27 de julho de 2008

New Week's Thought - Regressar... sim ou não?

Regressar, sim. Vontade de o fazer, nem por isso.


Foto: http://olhares.aeiou.pt/

Apesar do facto de, para me sentir gente, precisar de estar em estado de hiperactividade permanente e interminável (solenemente irritante por vezes!), acontece que desta vez o regresso ao trabalho não se me afigura tão tentador como noutros tempos. Mesmo depois de 23 dias de período off (se bem que com uns on de vez em quando para atender chamadinhas do trabalho ou para limpar a caixa de e-mail) não consigo deixar de sentir vontade de assim continuar até me fartar. Será isto sinal de quê? Fica a pergunta no ar... Não que eu espere que alguém responda, é claro. Para além de mim.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Long time no see

Reencontrar velhos amigos é algo que não acontece todos os dias. E reencontrá-los e ficar à conversa durante horas a fio como se o tempo (mais de 10 anos) não tivesse passado por nós, é um acontecimento ainda mais raro. As pessoas amadurecem mas a sua essência mantém-se íntegra. Sábio é o ditado que diz que quem torto nasce tarde ou nunca se endireita. Muitas vezes gostamos de acreditar que conseguimos mudar as pessoas mas é em momentos como o que vivi ontem que confirmo que muito dificilmente os nossos intentos (a existirem) serão bem sucedidos. E, felizmente, neste caso a constatação foi muitíssimo positiva. A pessoa em questão nasceu direitinha e conseguiu não se deixar entortar até hoje pelos caminhos da vida e a avaliar pelo que vi ontem, julgo que, até sempre. Afinal, nem todas as partidas que a vida nos prega nos deixam esmorecidos.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Tempo

Tempo para dormir, andar por aí sem hora marcada para coisa nenhuma, reflectir, estar com quem se gosta e, fundamentalmente, tempo para poder gerar novas actividades que nos tirem todo este tempo. É este o círculo vicioso da gestão (ou não...) de tempo pelo ser humano. Este vício de desejar que o dia tenha pelo menos o dobro das horas é algo de paradoxal. Seria bem mais lógico se o desejássemos para que no tempo extra não fizessemos nada de nada... pelo menos de produtivo. Com os anos, apesar de tudo, aprende-se a desfrutar mais e melhor do tempo. Encontro-me agora como que entre parêntesis rectos, ou talvez chavetas, numa tentativa de aí me encaixar sem a mínima intenção de pôr sequer um dedinho para fora. É que atrás do dedinho pode ir o resto e depois é um caminho sem volta. É bom este estado. Mas sinto que daqui a uns dias deixará certamente de o ser. Há mentes inquietas que buscam sempre um qualquer afazer. Pois... Mas enquanto dura, é bom. É muito bom!

sábado, 5 de julho de 2008

Love Affair?


Hercules and Love Affair é um projecto musical do DJ Andy Butler, sediado em Nova Iorque, EUA. Os seus membros incluem Nomi, Kim Ann Foxman e Antony Hegarty (vocalista da banda Antony and the Johnsons). O primeiro single “Blind” foi lançado em 3 de Março de 2008 e o álbum, produzido por Andy Butler e Tim Goldsworthy, foi lançado em 10 de março de 2008.


É exactamente "Blind" que anda a rodar na minha cabeça neste momento. Aqui fica o videoclip.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Uma inesperada invasão...

... de paz de espírito.

Realmente, o ser humano é uma entidade complexa e idiossincrásica! Reage aos estímulos, ora de forma expectável, ora de forma perfeitamente inesperada. Talvez a essência não resida na análise e classificação da reacção inicial, seja ela de que índole for, mas no tempo que a mesma ocupa dentro de nós. É (muito!) bom constatar que o meu tempo de metamorfose é cada vez menor.

É possível que este texto não seja das coisas mais claras que aqui escrevi, mas é seguramente um dos que me deu mais prazer.

Diga... 31!

Para quem não conhece a razão de ser da escolha das 31 músicas da nossa vida, aqui fica a informação de que este desafio se baseia no livro de Nick Hornby intitulado 31 Songs. Diz o senhor que as 31 que elegeu mudaram a sua vida. Talvez as minhas 31 não tenham mudado a minha vida, mas decerto contribuiram para o meu crescimento musical e pessoal.

Foi num grupo de (também) melómanos que surgiu a ideia de lançar este desafio. Confesso que ao ser visada, julguei que a tarefa seria difícil e morosa. Acabou por revelar-se apenas difícil porque a dificuldade esteve em excluir as que excediam o número procurado, sendo que esta compilação não demorou mais de um serão a concluir.

A regra essencial é não repetir intérpretes, por isso quem se sentir tocado e capaz de corresponder ao desafio, não hesite e siga o seu instinto musical. Posso avançar que há algum tempo atrás já criei uma 2ª lista de 31 músicas e sei que poderia/poderei criar outras mais. Embora já tenham passado alguns anos desde a escolha, e apesar de ter plena noção de que a escolha depende do estado de espírito do momento, continuo a rever-me na selecção e convicta de que se o desafio me tivesse sido lançado hoje, pelo menos, 80 % manter-se-iam nela de pedra e cal.

Aqui fica, portanto, a anunciada:

1. Bohemian Rapsody – Queen
2. Rattlesnakes – Lloyd Cole & The Commotions
3. Everybody Hurts – REM
4. Faith – George Michael
5. That I Would be Good – Alanis Morissette
6. Winter – Tori Amos
7. Seven Seconds – Neneh Cherry & Youssou N’Dour
8. Manic Monday – Bangles
9. Smooth Operator – Sade
10. Mirrors – Sally Oldfield
11. Electric Dreams – Giorgio Moroder
12. One – U2
13. It’s oh so Quiet – Björk
14. Perdidamente – Trovante
15. The Blower’s Daughter – Damien Rice
16. Mad World – Gary Jules & Michael Andrews
17. More Than Words – Extreme
18. No Surprises – Radiohead
19. Foolish Games – Jewel
20. Special K – Placebo
21. Everybody’s Changing – Keane
22. Promise – Beverly Craven
23. Perfect – Fairground Attraction
24. The Drugs Don’t Work – The Verve
25. Live To Tell – Madonna
26. She – Elvis Costello
27. Little Respect - David Fonseca
28. Nothing Compares 2U – Sinead O’Connor
29. Hotel California – Eagles
30. Unchained Melody – The Righteous Brothers
31. Memory – Barbra Streisand