sexta-feira, 27 de junho de 2008

Os contrastes da vida

Num mesmo dia - hoje - cinco péssimas notícias e uma notícia fantástica. Não há como ficar indiferente às emoções alheias, que acabam por gerar em mim (apesar de espectadora neste cenário) emoções similares às das pessoas atingidas. Ontem houve festa e logo a seguir aconteceu a derrocada. Talvez a festa pudesse ter sido evitada (antecipada, adiada, cancelada, sei lá...), uma vez que era certo e sabido que quase no minuto seguinte a queda iria acontecer. Não consigo decidir se fico irada com quem manteve a festa ou se acabo por prezar e valorizar a sua atitude, pelo facto de possibilitar a todos um momento de convívio ainda com as incertezas a pairarem dentro das cabeças, assim em jeito de último suspiro. A excelente notícia não serviu para contrabalançar as outras. E não é só por uma questão numérica. Esta última faz valer aquela máxima de que um dia, mais cedo ou mais tarde, acaba por se fazer justiça. É reconfortante quando percebemos que afinal o mundo ainda não está assim tão perdido. Mas é um pouco decepcionante quando percebemos também que a justiça foi reposta porque os manda-chuvas já não são quem eram.

Apesar de tudo isto e de um pesar imenso que não consigo evitar sentir, o meu rosto ilumina-se a cada momento com um sorriso. Um sorriso de esperança por acreditar que é possível encontrar uma oportunidade no meio do caos, mas sobretudo por algo que nada tem a ver com os seis acontecimentos anteriores. Talvez seja a lei das compensações a funcionar... desta vez. E de vez!

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