segunda-feira, 12 de maio de 2008

With my own camera!



Londres é simplesmente lovely (palavra que tantas vezes ouvi enquanto pisava terras de Sua Majestade). Londres deixou-me pensativa. Tão ou mais pensativa do que da última vez que me senti assim. Já lá vai mais de 3 anos e nessa altura decidi, simplesmente, mudar de casa. E de terra. E de margem de rio. Enfim... calculo que desta feita não se opere uma mudança tão drástica mas o motivo que me levou a Inglaterra não me deixou convencida de que é aquilo que quero fazer. Quando fazemos algo de que gostamos e nos mudam de funções sem nos perguntarem se estamos interessados (ou melhor, perguntar até perguntam, mas não deixam grande margem de opção para resposta diferente do sim) e quando sobre aquilo que fazemos, e até vamos continuar a fazer, recai uma espécie de nuvem negra, pois que temos o direito de nos sentir indecisos. Numa primeira fase a indecisão foi pequena e, sabendo de antemão que é impossível catapultar a satisfação pessoal para os 100 %, há a tendência para achar que estamos só a ser esquisitos e deixarmo-nos levar pela onda e acomodarmo-nos até.
Quando nos deparamos com outras realidades e com outros horizontes, percebemos que afinal aquilo que julgávamos certo não tem necessariamente de o ser. Mudar de vida é possível, a qualquer altura. Não é fácil dar o primeiro passo, principalmente quando não sabemos em que direcção dá-lo. Ou melhor, a direcção até é conhecida mas as portas não estão propriamente abertas ou não conduzem necessariamente a um futuro certo. E apesar de todo este turbilhão de pensamentos, um é certo. Trocar o certo pelo totalmente incerto não me cativa nem me pode cativar.

Digamos que a minha mente se encontra numa tonalidade idêntica ao fundo da foto acima, mas com uns laivos de um azul celeste encorajador como o da foto abaixo.


Aliás, isso de Londres se encontrar em permanente estado de smog só pode ser mito. É que 80 % do tempo esteve sol e temperatura elevada. Muito melhor que neste nosso país tradicionalmente soalheiro.

Agora, para além das nuances de azul, espero que se faça luz nesta mente levemente atormentada.

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