domingo, 18 de maio de 2008

O relativo valor do dinheiro

Se há valor que sempre me ensinaram foi a ter tanto ou mais respeito pelo dinheiro alheio do que pelo próprio. E de facto, assim acontece. Apesar de ser relativamente contida nas despesas (embora não deixe de fazer de vez em quando aqueles gastos algo supérfluos que nos provam que somos donos de nós e nos proporcionam uma felicidadezinha saborosa), dou por mim a sê-lo bem mais quando está em causa o dinheiro que não me pertence (pelo menos originalmente). Ao longo dos anos não me tenho cruzado com muita gente que se reja pelo mesmo princípio. Uns porque devido a algumas carências orçamentais arrastadas no tempo, aproveitam para se vingar assim que surge oportunidade e outros pela vida abastada que sempre tiveram, acabam por não ter uma noção muito clara de que o dinheiro custa a ganhar. Faz-me confusão, e até uma certa urticária, quando me deparo com este tipo de atitudes. Fazer figura com o dinheiro dos outros não devia ser motivo de orgulho para ninguém. Ficar orgulhoso porque já se conseguiu cravar mais alguém também não. Pelo menos para mim. Serei otária?

3 comentários:

muguele disse...

Não, és séria. O que, nos tempos que correm, acaba por significar mais ou menos a mesma coisa para o "povo em geral" (seja lá ele quem seja...).

Beijos

Dream on disse...

Pois... seriedade e idiotice não eram para ser sinónimos, pois não?

muguele disse...

Para o Camões não eram, mas esse, coitado, era zarolho... não conseguia ver bem o futuro. b)