segunda-feira, 7 de abril de 2008

Silêncio e tanta gente



Silêncio e tanta gente
Letra e música: Maria Guinot (vencedora do Festival da Canção de 1984)

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
Ou um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou

Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar

Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou um grito
De um amor por acontecer

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou

Às vezes é mesmo assim! Este poema musicado é um verdadeiro ode ao crescimento do ser humano, com toda a adaptação (ao meio e às gentes) que lhe está associada. É tão bom quando outros já exprimiram aquilo que sentimos e por outro lado, até gostaríamos de ter sido nós a dizê-lo daquela forma tão peculiar e insubstituível. Esta é daquelas mensagens de vida que conheço desde o dia em que foi apresentada publicamente e que revivo a cada momento de forma sempre mais intensa. O amadurecimento dá-lhe um peso, forma e cor que perduram e se intensificam dia após dia.

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