domingo, 20 de abril de 2008

Desincentivo à natalidade

Muito se fala do envelhecimento da população e das medidas possíveis para travá-lo. Não sigo este assunto de perto mas penso que já se falou algures em subsidiar os novos pais (não faço ideia se foi criado tal subsídio ou se está ainda em estado embrionário) e acho que até se aumentaram os principescos abonos de família.

Acho que não cometo um grande erro ao dizer que por mais incentivos que se criem, eles nunca conseguirão superar o grande desincentivo instaurado há anos e em agravamento notório, que é o custo de vida. Acredito que hoje em dia há muito mais pobreza escondida do que havia há alguns anos atrás. Acredito que o crime na actualidade é mais motivado pelo desespero de querer sobreviver do que por maus vícios dispensáveis. Trazer uma criança ao mundo exige muita responsabilidade. Ou pelo menos deveria. É compreensível que quem a tenha, pense algumas vezes antes de abraçar essa enorme responsabilidade. É só uma questão de visitar umas lojas com os tais artigos imprescindíveis. De facto, mesmo comprando no hipermercado ou nos ciganinhos (como dizia uma colega minha há uns tempos atrás "ah e tal... se não vestirem Benetton, vestem dos ciganinhos"), há todo um despesismo envolvido que tem de ser muito bem ponderado. E não me falem em visão materialista da situação porque embora a tónica seja emocional e não material, não há como desligarmo-nos da última.

E se formos pensar que assim que um casal tem uma criança, tem de adquirir um carro novo (habitualmente o monovolume da ordem), dar à sua criança igual ou melhor que o coleguinha do infantário ou da escola, para que ela não se torne num ser altamente traumatizado, teríamos pano para mangas. Talvez num próximo post...

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